sábado, 22 de setembro de 2012

Como formar o jovem hoje?


Estamos num século em que o trabalho de evangelização da juventude está sendo um grande desafio para todos que exercem um apostolado junto à juventude. Temos, em partes, dois culpados nessa história toda: aquele que trabalha com o jovem e a família desse jovem.
Levando em consideração a idade da nossa juventude, acredito que a maioria dos pais desses jovens deve ter entre 35 e 45 anos. Se levarmos em consideração a média de idade do brasileiro e a sua expectativa de vida, esses pais podem ser considerados jovens-adultos. São pais que viveram sua juventude nos anos 80, época em que muitos organismos de Igreja eram muito mais atuantes. Estamos falando dos movimentos de casais, dos grupos de jovens que rezavam, da JUC, JOC, JEC(bem antes da década de 80) etc. Tinha uma infinidade de oportunidades para fazer parte e ser um jovem atuante na Igreja. A metodologia era diferente. Os pais se envolviam e educavam para a vida, para os valores. A mídia não tinha tanta influência; não tínhamos a internet, as redes sociais, nem a TV 3D, plasma, led... tudo era mais arcaico, mas, mesmo sendo simples, tinha um efeito positivo. Eram poucos os ambientes de lazer. Na "balada", só se ia aos sábados e domingos; a semana era voltada para os estudos e, em muitos casos, para o trabalho e estudo; a missa era algo sagrado, em muitas famílias, uma vez que TODOS participavam no sábado ou domingo. Enfim, era uma outra realidade. Hoje, a maioria das famílias não se preocupa tanto com a formação para valores, mas se preocupa com que o filho tenha um ótimo estudo, passe no vestibular e que fique o máximo de tempo em casa. Por isso, a internet e as redes sociais são bem vindas em muitos lares, pois possibilita prender os filhos em casa.  (no entendimento dos pais). São muitos aspectos que poderia elencar aqui, mas, em síntese, a dificuldade em educar os jovens com base em valores, em levar uma formação na catequese ou nos meios religiosos, em atraí-los. Muitas vezes, os pais têm uma parcela de culpa nesse processo.
Por outro lado, eu vejo como um segundo culpado os próprios pastoralistas, catequistas, assessores de grupos, pois não têm metodologia para trabalhar com essa juventude. Quem quer trabalhar com a juventude, precisa, antes de tudo, conhecer esse jovem. Não basta recordar da SUA juventude, pois com certeza foi diferente da juventude deste jovem com o qual você está trabalhando. Por exemplo, eu te pergunto: Qual a sua formação para trabalhar com os jovens? Que cursos você já fez que te possibilitasse conhecer o jovem, seus desejos, seus gostos, sua maneira de enxergar o mundo etc? Então, a primeira dica que te dou para conseguir formar esse jovem é conhecê-lo; em segundo lugar, você deve também se deixar ser conhecido pelo grupo, pelos jovens. Você tem que se tornar conhecido e amado por eles; antes de querer tornar Jesus Cristo conhecido e amado, tente tornar-se conhecido e amado. Uma vez que a juventude goste de você,  ame você, então você poderá fazer o que quiser com ela e os jovens vão te seguir. Terceiro, seja paciente, compreensível. Muitas vezes, temos que entrar na onda da juventude. Não quero dizer que temos que ser COMO eles, mas temos que ESTAR com eles. Quarto, a nossa presença é fundamental, no processo de formação. O jovem não quer apenas dinâmicas nos grupos, eles querem algo que faça pensar, refletir e praticar no dia a dia. Por isso, procure sempre fazer o seu jovem ser ÚTIL. Isso mesmo, pois a sociologia nos ensina que o jovem, no seio da família, se sente inútil, pois os pais colocam isso na cabeça deles. Quando o jovem procura um grupo de jovem, na verdade, ele está procurando algo para FAZER, para ser ÚLTIL, já que em casa ele é um inútil e serve apenas para estudar e passar de ano. Viu como é importante conhecer a juventude? Então, procure quebrar o paradigma do seu grupo, ao invés de começar com a TEORIA e depois ir para a PRÁTICA. Inverta esse posicionamento. Comece com a prática e, depois, a partir da prática, encaminhe para uma reflexão, para uma conclusão que não deixa de ser a teoria. Tente ser muito sincero com a juventude: quando for para ser duro, seja; quando for para ser terno, seja; brinque com os jovens, ria com eles. Você tem que SER IGUAL a eles. Porém, sem abaixar o seu nível de compromisso e responsabilidade. E, por último, ame e deixe-se amar. Na maioria das vezes, nós queremos mudar a vida dos jovens, queremos resolver os seus problemas, temos pena do jovem e, muitas vezes, somos paternalistas demais. Existem pastoralistas que, se pudessem, adotariam todos os jovens do seu grupo. Porém, não é isso. O jovem quer se sentir importante também, ele quer ajudar. Quantas vezes você chamou um jovem do seu grupo, um amigo do grupo, e expôs alguma dificuldade, ou pediu a ele uma ajuda, uma opinião? Quantas vezes você fez isso ao grupo? Por que apenas os jovens têm que nos procurar? Devemos evangelizar com o coração e não somente com a mente. Quando queremos salvar a juventude, mas não nos abrimos também a eles, estamos evangelizando com a mente; quando confiamos na juventude, expomos também nossas mazelas, dificuldades para eles, evangelizamos com o coração.
Se quiser usar essa reflexão para outras pessoas ou publicar, eu autorizo. Porém, apenas coloque o nome do autor.

Um forte abraço.

Brother John

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Eu voltei!

Estimados/as amigos/as leitores/as. Eu voltei. Depois de alguns meses de "férias" desse Blog eu estou voltando a escrever. Algumas pessoas me disseram que meus escritos eram interessantes, então, me rendi aos pedidos e solicitações e recomeço a escrever.
Para aqueles que nunca entraram aqui, sendo essa a primeira vez, eu explico o objetivo do meu Blog: refletir sobre a juventude, por isso todos os textos, independente do tema, estarão relacionados com a juventude. Por isso, vocês poderão me ajudar, sugerindo algum tema ou quem sabe fazendo uma pergunta e eu responderei através de um texto, que possa servir para a sua reflexão, para ajudá-los a fazer um trabalho no seu grupo de jovens etc. Sintam-se a vontade. Em breve meu primeiro texto nesta nova fase do meu Blog, será uma resposta de alguém que me pergunta: O que fazer para formar o jovem nos grupos de jovens na catequese e nos ambientes religiosos? Em breve, aguarde!

Um forte abraço do sempre amigo,

Brother John