segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Até tu Brutus?

Dedico essa mensagem aos Governantes!!!

Professor! Hoje estão todos dando os parabéns para os professores. E muitas críticas ao governo que não valoriza essa profissão, ou seria MISSÃO? Estava eu pensando um pouco no que escreveria hoje e então veio-me a ideia de fazer alguns questionamentos. Leia e reflita!
Por que será que tivemos números recordes de candidatos a vareadores em 2012? O que não vejo são candidatos para o curso de Pedagogia em muitas Universidades. Por que será? Salário? E então eu pergunto: 
Você já viu algum professor ser condenado por estar fazendo parte da quadrilha do mensalão? 
Você já viu professor explodindo bancos eletrônicos?
Você já viu professor escondendo milhares de reais na cueca?
Você já viu professor fazendo leis para aumentar o salário em até 66%?
Você já viu professor usando jatinhos particulares para ir numa festa de um amigo?
Você já viu professor com conta bancária na Suíça ou nas Ilhas Cayman?
Você já viu professor "que não vê nada", "que não sabe de nada"...?
Você já viu professor comprando votos por ai?
Você já viu professor analfabeto ditando leis e normas por ai?
Você já viu professor receber 15º salário?
Você já viu professor com carro, apartamento e viagens e outras despesas pagas por ele ser professor?
Você já viu professor planejar sequestro ou exterminar jovens?
Você já viu professores fazendo parte da milícia?
Você já viu professor usando armas da Polícia?
Você já viu professor bancando Escolas de Samba com dinheiro ilegal?
Você já viu professor desviando verbas destinadas as escolas ou a Saúde?
Você já viu professor trabalhar com o mesmo regime de trabalho dos nossos parlamentares?
Você já viu professor caçado e retornando ao posto depois de alguns meses?
Você já viu professor que sofreu um impeachment e retornou depois como diretor da escola?

O que posso concluir é que o bandido tem vez e direitos... o professor tem que se ferrar!

Agora, tire você a sua conclusão.

Parabéns Professores... parabéns a todos que lutam por uma educação de qualidade e direitos iguais. Parabéns e muito obrigado!!!!

sábado, 22 de setembro de 2012

Como formar o jovem hoje?


Estamos num século em que o trabalho de evangelização da juventude está sendo um grande desafio para todos que exercem um apostolado junto à juventude. Temos, em partes, dois culpados nessa história toda: aquele que trabalha com o jovem e a família desse jovem.
Levando em consideração a idade da nossa juventude, acredito que a maioria dos pais desses jovens deve ter entre 35 e 45 anos. Se levarmos em consideração a média de idade do brasileiro e a sua expectativa de vida, esses pais podem ser considerados jovens-adultos. São pais que viveram sua juventude nos anos 80, época em que muitos organismos de Igreja eram muito mais atuantes. Estamos falando dos movimentos de casais, dos grupos de jovens que rezavam, da JUC, JOC, JEC(bem antes da década de 80) etc. Tinha uma infinidade de oportunidades para fazer parte e ser um jovem atuante na Igreja. A metodologia era diferente. Os pais se envolviam e educavam para a vida, para os valores. A mídia não tinha tanta influência; não tínhamos a internet, as redes sociais, nem a TV 3D, plasma, led... tudo era mais arcaico, mas, mesmo sendo simples, tinha um efeito positivo. Eram poucos os ambientes de lazer. Na "balada", só se ia aos sábados e domingos; a semana era voltada para os estudos e, em muitos casos, para o trabalho e estudo; a missa era algo sagrado, em muitas famílias, uma vez que TODOS participavam no sábado ou domingo. Enfim, era uma outra realidade. Hoje, a maioria das famílias não se preocupa tanto com a formação para valores, mas se preocupa com que o filho tenha um ótimo estudo, passe no vestibular e que fique o máximo de tempo em casa. Por isso, a internet e as redes sociais são bem vindas em muitos lares, pois possibilita prender os filhos em casa.  (no entendimento dos pais). São muitos aspectos que poderia elencar aqui, mas, em síntese, a dificuldade em educar os jovens com base em valores, em levar uma formação na catequese ou nos meios religiosos, em atraí-los. Muitas vezes, os pais têm uma parcela de culpa nesse processo.
Por outro lado, eu vejo como um segundo culpado os próprios pastoralistas, catequistas, assessores de grupos, pois não têm metodologia para trabalhar com essa juventude. Quem quer trabalhar com a juventude, precisa, antes de tudo, conhecer esse jovem. Não basta recordar da SUA juventude, pois com certeza foi diferente da juventude deste jovem com o qual você está trabalhando. Por exemplo, eu te pergunto: Qual a sua formação para trabalhar com os jovens? Que cursos você já fez que te possibilitasse conhecer o jovem, seus desejos, seus gostos, sua maneira de enxergar o mundo etc? Então, a primeira dica que te dou para conseguir formar esse jovem é conhecê-lo; em segundo lugar, você deve também se deixar ser conhecido pelo grupo, pelos jovens. Você tem que se tornar conhecido e amado por eles; antes de querer tornar Jesus Cristo conhecido e amado, tente tornar-se conhecido e amado. Uma vez que a juventude goste de você,  ame você, então você poderá fazer o que quiser com ela e os jovens vão te seguir. Terceiro, seja paciente, compreensível. Muitas vezes, temos que entrar na onda da juventude. Não quero dizer que temos que ser COMO eles, mas temos que ESTAR com eles. Quarto, a nossa presença é fundamental, no processo de formação. O jovem não quer apenas dinâmicas nos grupos, eles querem algo que faça pensar, refletir e praticar no dia a dia. Por isso, procure sempre fazer o seu jovem ser ÚTIL. Isso mesmo, pois a sociologia nos ensina que o jovem, no seio da família, se sente inútil, pois os pais colocam isso na cabeça deles. Quando o jovem procura um grupo de jovem, na verdade, ele está procurando algo para FAZER, para ser ÚLTIL, já que em casa ele é um inútil e serve apenas para estudar e passar de ano. Viu como é importante conhecer a juventude? Então, procure quebrar o paradigma do seu grupo, ao invés de começar com a TEORIA e depois ir para a PRÁTICA. Inverta esse posicionamento. Comece com a prática e, depois, a partir da prática, encaminhe para uma reflexão, para uma conclusão que não deixa de ser a teoria. Tente ser muito sincero com a juventude: quando for para ser duro, seja; quando for para ser terno, seja; brinque com os jovens, ria com eles. Você tem que SER IGUAL a eles. Porém, sem abaixar o seu nível de compromisso e responsabilidade. E, por último, ame e deixe-se amar. Na maioria das vezes, nós queremos mudar a vida dos jovens, queremos resolver os seus problemas, temos pena do jovem e, muitas vezes, somos paternalistas demais. Existem pastoralistas que, se pudessem, adotariam todos os jovens do seu grupo. Porém, não é isso. O jovem quer se sentir importante também, ele quer ajudar. Quantas vezes você chamou um jovem do seu grupo, um amigo do grupo, e expôs alguma dificuldade, ou pediu a ele uma ajuda, uma opinião? Quantas vezes você fez isso ao grupo? Por que apenas os jovens têm que nos procurar? Devemos evangelizar com o coração e não somente com a mente. Quando queremos salvar a juventude, mas não nos abrimos também a eles, estamos evangelizando com a mente; quando confiamos na juventude, expomos também nossas mazelas, dificuldades para eles, evangelizamos com o coração.
Se quiser usar essa reflexão para outras pessoas ou publicar, eu autorizo. Porém, apenas coloque o nome do autor.

Um forte abraço.

Brother John

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Eu voltei!

Estimados/as amigos/as leitores/as. Eu voltei. Depois de alguns meses de "férias" desse Blog eu estou voltando a escrever. Algumas pessoas me disseram que meus escritos eram interessantes, então, me rendi aos pedidos e solicitações e recomeço a escrever.
Para aqueles que nunca entraram aqui, sendo essa a primeira vez, eu explico o objetivo do meu Blog: refletir sobre a juventude, por isso todos os textos, independente do tema, estarão relacionados com a juventude. Por isso, vocês poderão me ajudar, sugerindo algum tema ou quem sabe fazendo uma pergunta e eu responderei através de um texto, que possa servir para a sua reflexão, para ajudá-los a fazer um trabalho no seu grupo de jovens etc. Sintam-se a vontade. Em breve meu primeiro texto nesta nova fase do meu Blog, será uma resposta de alguém que me pergunta: O que fazer para formar o jovem nos grupos de jovens na catequese e nos ambientes religiosos? Em breve, aguarde!

Um forte abraço do sempre amigo,

Brother John

quinta-feira, 12 de abril de 2012

ALIENAÇÃO E JUVENTUDE

Gostaria de partilhar algumas ideias e ao mesmo tempo angústias, sobretudo por vezes me sentir impotente diante de algumas questões, sobretudo quando falamos sobre ALIENAÇÃO.

Interessante que ouvimos essa palavra, inclusive já ouvi da boca de muitos jovens, sem pensar e sem recordar da origem dessa palavra. De vez em quando escutamos nos telejornais sobre "alienação de bens" de determinadas pessoas etc. Marx também usou o termo na relação economia política com o trabalho. Assim diz o texto do Wikipédia: "Após Marx confrontar a economia política, lançando pela primeira vez o termo “alienação no trabalho” e suas conseqüências no cotidiano das pessoas, Marx expõe pela primeira vez a alienação da sociedade burguesa – fetichismo, que é o fato da pessoa idolatrar certos objetos (automóveis, jóias, etc). O importante não é mais o sentimento, a consciência, pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Sendo o dinheiro o maior fetiche desta cultura, que passa a ilusão às pessoas de possuir tudo o que desejam a respeito de bens materiais" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Aliena%C3%A7%C3%A3o).

Não lhes parecem interessante esta visão sobre a alienação, em que o indivíduo passa a idolatrar certos objetos? Geralmente quando usamos a expressão "alienado" referindo-se aos jovens, vem-nos a mente a questão do SER e ESTAR acomodado, não é verdade? Ou aquele que aceita tudo, sem se questionar...ou uma pessoa sem o famoso "senso crítico". Tudo isso leva a reflexão: que a alienação não combina com a cultura de paz. Concordo também quando se diz que a alienação escraviza. Quando li sobre a questão de idolatria de certos objetos, pensei não somente nos jovens, mas em todos quantos trocam objetos e atividades pela relação com o outro. Quando temos a necessidade de ter o melhor celular, o melhor carro, a melhor casa, o melhor caderno, a melhor caneta, a melhor roupa... ou quando preferimos ficar horas e horas na internet, nas redes sociais ao invés de procurarmos a companhia do outro, a relação amigável e transformadora com as pessoas que estão ao nosso entorno, nos transformamos em alienados. É a "transferência de domínio" como define alguns dicionários a palavra alienação. Sim, se não formos bem educados, se não abrir nossas mentes e as mentes dos jovens, com certeza com facilidade vamos transferir nossos sentimentos para os nossos objetos pessoais e não para as pessoas do nosso círculo de relacionamento. Como o próprio Marx cita, o importante não é mais o sentimento, a consciência, pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Isso é muito forte e muito duro de se ler e pior ainda, muito triste de se constatar que em nosso meio existem muitas pessoas, dentre elas jovens alienados, que pensam mais no TER do que no SER. Outrora pensávamos que isso só acontecia com os adultos, mas hoje em dia, de forma precoce, percebemos que desde a adolescência, ou quem sabe bem antes, tudo gira em torno do TER, da posse, de "alienar" os bens para mim, sem condividir com ninguém, me tornando egoísta cada vez mais, a ponto de que já vemos e percebemos pessoas que nem mesmo partilham seus sentimentos, pensamentos. O egocentrimos e individualismo está tomando conta. Não quero ser pessimista ou simplesmete tecer uma crítica aos jovens, porque essa é uma classe que eu amo e trabalho e faço de tudo para que eles se sintam bem com a vida, com Deus, com os outros, com a natureza e consigo próprio. Mas todos nós somos convidados a rever essa situação. Não seria hora de começarmos a rever nossa posição em relação aos nossos sentimentos, amigos, pais, valores etc? Acredito que nunca é tarde para começar. Vamos tentar reavaliar os valores vivenciados por nossa juventude e trazer de volta o verdadeiro sentido de ser solidário, companheiro e amigo, sem pensar no TER ou tirar vantagens, mas simplesmente SER.

domingo, 4 de março de 2012

Nunca "mais ou menos"...sempre MAIS!!!


Ontem, navegando pelo Facebok encontrei o texto abaixo, cuja autoria é atribuída a Chico Xavier:

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. 
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. 
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos... 
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... 
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. 
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

E eu gostaria de acrescer outras coisas que, nós jovens da PJM, não podemos fazer assim “mais ou menos”. Em primeiro lugar, o jovem que se preza jamais pode viver a sua juventude mais ou menos, nem mesmo participar na PJM mais ou menos; ser monitor mais ou menos nem pensar; preparar os encontros da PJM mais ou menos, participar das formações mais ou menos, acompanhar os jovens mais ou menos ... nada disso faz parte da PJM e não podemos aceitar essa mediocridade em nosso meio. Quando entramos na PJM não nos damos conta do nosso imenso compromisso. Aos poucos vamos percebendo que participar da PJM não é simplesmente estar ali de corpo presente. É preciso mergulhar de corpo e alma. Quando participamos de um encontro da PJM mais ou menos, estamos assinando nosso atestado de acomodação. Quando participamos mais ou menos de qualquer atividade da PJM estamos prejudicando a nós mesmos, o outro e a toda família da PJM, pois estamos deixando de crescer, de colaborar e de ajudar no crescimento da nossa própria identidade e também do outro que está ao meu lado no mesmo grupo.

Por isso, convido o leitor a se perguntar: como vivo a minha vida, a PJM e o amor em minha vida? Mais ou menos ou de forma plena e eficiente? Pense bem e comece a mudar, se este for o caso.

Um abração e até a próxima semana!