quarta-feira, 18 de maio de 2011

O jovem autêntico

Olá amigos leitores.

Temos visto e ouvido em nossos telejornais inúmeras notícias sobre jovens e violência. Mas não é esse o tema que quero discorrer aqui neste post, mas diante de tantas coisas horrendas praticadas pelos jovens nos dias de hoje, quero salientar o que o jovem tem de bom.


Recebi algum tempo atrás uma pergunta de um jovem através do site AMAI-VOS (http://amaivos.uol.com.br), no qual sou voluntário para responder as inquietudes da juventude em geral. Ele me perguntava o que é ser um jovem autêntico, pois ele estava muito preocupado com a sua vida e o modo de viver a sua juventude. Achei a sua preocupação fenomenal, pois são poucos que pensam em viver a sua juventude de forma verdadeira.
Eis a minha resposta a esse jovem:

 Olá Filipe. Que alegria poder ler a sua pergunta e saber que você está preocupado com a autenticidade do SER JOVEM na sociedade de hoje. Agradeço imensamente a sua confiança no JOVEM ON LINE. 

Antes de tudo, vamos definir a palavra "autêntico". Conforme nossos dicionários (usei aqui o dicionário Houaiss), autêntico é:
 - ser reconhecido como legítimo; 
- estar em conformidade com os fatos;
- não imitativo; verdadeiro
- em que não há falsidade; espontâneo, real
- que tem autoridade; válido

Filipe, estas são definições que a gente encontra nos dicionários. Mas acredito que existem muitas outras definições para essa palavra. A nossa própria vivência diária com outras pessoas podem nos levar a descobrir ou conhecer o que é ser autêntico. Algumas figuras em nossa história, a começar por Jesus Cristo, passando por tantos outros heróis, como Gandhi, Martin Luther King, Madre Tereza de Caucutá,e tantos outras pessoas, são para nós modelos de pessoas autênticas, que lutaram por uma causa e não fugiram dela mesmo que fossem ameaçadas de morte, continuaram firmes em sua autenticidade etc.
Tem uma autora , o nome dela é Fernanda Young, que diz o seguinte sobre isso: “Ser autêntico é não ter que provar nada para ninguém” (Fernanda Young)
Legal né? Vou indicar pra você um texto muito interessante que eu retirei de um livro chamado: "Intimidade - como confiar em sí mesmo e nos outros." (Osho). Se você ler até o fim o que está abaixo, tenho certeza que a sua pergunta será respondida.

"Sinceridade significa autenticidade – ser sincero, não ser falso, não usar máscaras. Qualquer que seja o seu rosto verdadeiro, mostre-o, custe o que custar.
 
Lembre-se: isso não significa que você tenha de desmascarar os outros; se eles estão felizes com as mentiras deles, compete a eles se decidir. Não saia desmascarando ninguém, porque as pessoas são como são… seja verdadeiro consigo mesmo. Não é preciso que você corrija ninguém no mundo. Se você puder crescer sozinho, será o bastante. Não seja um reformador e não tente dar lições aos outros, não tente mudar os outros. Se você mudar, será o bastante como mensagem.

Ser autêntico significa permanecer verdadeiro consigo mesmo. Como permanecer verdadeiro? Lembre-se sempre de três regras. Um: nunca dê ouvidos a ninguém quando dizem o que você deve ser. Ouça sempre a sua voz interior, o que você gostaria de ser; do contrário, vai desperdiçar sua vida inteira…

Preste atenção: a coisa mais importante é o seu ser. Não deixe que os outros manipulem você – e eles são muitos; todo mundo está pronto para controlar você, para mudar você, para lhe dar uma orientação que você não pediu. Todo mundo quer ser o guia da sua vida. O guia existe dentro de você - você tem o plano.

Ser autêntico significa ser sincero consigo mesmo…

O motivo pelo qual todo mundo parece tão frustrado é que ninguém ouve a própria voz… ouça sempre sua voz interior, e não ouça mais nada. Existem mil e uma tentações ao seu redor, porque muitas pessoas estão mascateando as suas coisas. É um supermercado; o mundo, e todo mundo nele está interessado em vender as próprias coisas a você. Todo mundo é um vendedor. Se der ouvidos a muitos vendedores, você vai ficar louco. Não dê ouvidos a ninguém, simplesmente feche os olhos e ouça sua voz interior. É para isso que existe a meditação: para ouvir a voz interior.

A segunda regra mais importante – só se você cumprir a primeira regra poderá cumprir a segunda: nunca use uma máscara. Se estiver com raiva, mostre a sua raiva. É perigoso, mas não sorria, porque isso é ser falso. Mas lhe ensinaram que, quando você está com raiva, deve sorrir. Então seu sorriso torna-se falso, uma máscara – simplesmente um movimento dos lábios e nada mais. O coração está cheio de raiva, veneno, e os lábios sorrindo: você se torna um prodígio de falsidade.

Então também se manifesta uma outra reação: quando você quer sorrir, não consegue sorrir. Todo seu mecanismo está de cabeça para baixo porque, quando queria ficar com raiva, você não ficava; quando queria odiar você não odiava. Então você quer amar; de repente, você descobre que o mecanismo não funciona. Então você quer sorrir, você precisa forçar o sorriso. Realmente, o seu coração é todo sorrisos e você quer dar uma boa risada, mas não consegue rir… o sorriso não sai, ou ate mesmo, se sair, será um sorriso apagado e sem graça. Ele não deixa você feliz, você não se entusiasma com ele. Você não irradia nada.

Quando quiser ficar com raiva, fique com raiva. Não há nada errado em ficar com raiva. Se quiser rir, ria. Não há nada errado em dar uma risada. Pouco a pouco você vai ver que todo seu organismo voltou a funcionar direito… não use máscaras; do contrário você vai criar disfunções no seu mecanismo, bloqueios. Existem muitos bloqueios no seu corpo. A pessoa que reprime a raiva fica com a mandíbula bloqueada. Toda a raiva vai para a mandíbula e pára ali. As mãos ficam feias; elas não têm o movimento gracioso de um bailarino, não, porque a raiva chega aos dedos e os bloqueia. A raiva tem duas saídas para ser liberada: uma são os dentes, a outra são os dedos.

Se você reprime alguma coisa, existe no seu corpo alguma parte correspondente à emoção. Se você não quer chorar, os seus olhos vão perder o brilho… porque as lágrimas são necessárias; elas são um fenômeno muito vivo. Quando uma vez ou outra você deixa as lagrimas correrem – quando você realmente chora, você chora de verdade, e as lágrimas começam a correr dos seus olhos – os seus olhos se limpam, se revigoram, recuperando a juventude e a pureza.

Lembre-se: se não puder chorar sinceramente, você também não poderá rir, porque essa é a outra polaridade. As pessoas que conseguem rir também conseguem chorar; as pessoas que não conseguem chorar não conseguem rir.

E a terceira regra sobre a autenticidade: permaneça sempre no presente, porque tanto do passado quando do futuro é que vêm todas as falsidades. Porque o que passou, passou; não se preocupe com isso e não carregue como um fardo, do contrário, isso não vai permitir que você seja autêntico em relação ao presente. E tudo que não aconteceu ainda não aconteceu. Não se incomode sem necessidade com o futuro, do contrário, ele cairá sobre o presente e o destruirá. Seja verdadeiro em relação ao presente, então, você será autêntico. Nem passado, nem futuro – o momento é tudo. O momento é a eternidade inteira.

Siga essas três regrinhas e você vai conseguir ser sincero, verdadeiro, autêntico. Então, tudo o que você disser será verdade. Comumente você pensa que precisa tomar cuidado para dizer a verdade; não é isso o que eu estou dizendo. Estou dizendo: crie autenticidade e tudo o que você disse será verdade.

A verdade não é uma coisa lógica. Por verdade eu quero dizer a autenticidade do ser, sem impor nada que você não seja, apenas sendo o que você é, independentemente dos riscos, nunca se tornando um hipócrita. Se você está triste, fique triste - esta é a verdade, não a esconda. Não exiba um sorriso falso no rosto, porque esse sorriso falso cria uma divisão em você.

Quando você está com raiva e não demonstra a raiva é porque tem medo de que essa demonstração prejudique a sua imagem, porque as pessoas pensam que você é compreensivo e dizem que você nunca fica com raiva. Elas gostam disso e isso é tão gratificante para o ego. Agora, ficar com raiva vai prejudicar a sua linda imagem, assim, em vez de prejudicar a imagem, você reprime a raiva. Você está fervendo por dentro, mas por fora continua compreensivo, bondoso, polido, doce. Aí acontece a divisão. As pessoas produzem essa divisão durante a vida inteira, então a divisão se torna absolutamente estabelecida. Mesmo quando você está sentado sozinho e não há ninguém por perto, e não há necessidade de fingir, você continua fingindo - isso se tornou um hábito arraigado e automático… Então, não é uma questão de ser verdadeiro ou falso - isso acabou por se tornar um hábito…

Por verdadeiro eu quero dizer não fingir. Seja exatamente o que você é – num momento você está triste… e no momento seguinte, se você ficar feliz, não há necessidade de continuar triste – porque também lhe ensinaram a ser sempre coerente, a permanecer coerente…

Assim, não é só quando está triste que você finge sorrisos; quando você quer sorrir, também finge tristeza por causa da idéia completamente estúpida de permanecer coerente. Cada momento tem a sua característica peculiar, e nenhum momento precisa ser coerente com nenhum outro momento. Assim, não é preciso se preocupar com a coerência. Ninguém que se preocupe com a coerência vai se tornar falso porque apenas mente com coerência. A verdade está sempre mudando. A verdade contém suas próprias contradições – e essa é a substância da verdade, essa é a sua vastidão, essa é a sua beleza.

Portanto, se você está se sentindo triste, fique triste – sem nenhuma censura, sem nenhuma avaliação como sendo bom ou mau. Não se trata de ser bom ou mau; isso simplesmente acontece. E quando acontece, deixe acontecer. Quando você começar a sorrir de novo, não se sinta culpado só porque há pouco estava triste; então, como pode sorrir? Quando estiver feliz, seja feliz - não há necessidade de fingir nada.

Cada momento tem uma realidade atômica: ele é descontínuo em relação ao momento anterior e não está ligado ao momento futuro. Cada momento é atômico. Os momentos não se seguem uns aos outros em seqüência; eles não são lineares. Cada momento tem a sua própria maneira de ser e você deve ser isso, nesse momento, nada mais. É isso o que realmente é considerado como verdade.

Verdade significa autenticidade, verdade significa sinceridade. A verdade não é uma coisa lógica. Ela é um estado psicológico de ser verdadeiro – não verdadeiro de acordo com algum ideal, pois, se houver um ideal, você vai se tornar falso.

O homem verdadeiro não tem ideais. Ele vive momento a momento; ele sempre vive como se sente no momento. Ele é completamente respeitoso em relação aos próprios sentimentos, às próprias emoções, aos próprios humores. E isso é o que eu quero que as pessoas sejam: autenticas, verdadeiras, sinceras, respeitosas em relação à própria alma."

Amigo Filipe, espero que você tenha ficado esclarecido com a minha resposta. Desejo muito sucesso a você e o meu maior desejo é que você comece e a lutar a partir de hoje para ser um jovem autêntico de verdade. 

Um forte abraço do sempre amigo 
@brotherjohnp

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nossos modelos de vida!

Maria, a modelo de jovem!

A busca por um modelo de vida nos dias de hoje, sofre algumas distorções, sobretudo quando o assunto são os valores. Em certa idade de nossas vidas, nossos pais são os modelos de nossas vidas. Com o passar dos anos muitos jovens buscam outras referências para imitar. É a fase onde, por exemplo, um cantor ou jogador de futebol, torna-se ídolo e por ele, muitas vezes, o jovem é capaz de tudo.
Neste mês de maio, o desafio do Blog, é refletirmos sobre nossos modelos de vida. Será um momento em que, juntos, iremos questionar sobre nossos valores e modelos. Você topa essa parada? Então vamos lá.

Conforme o dicionário eletrônico Houaiss, a palavra ‘modelo’ significa, dentre outros significados, coisa ou pessoa que serve de imagem, forma ou padrão a ser imitado, ou como fonte de inspiração.
Dentro de um lar, os pais deveriam ser os modelos dos filhos. Infelizmente, devido às instabilidades dos lares nos dias de hoje, muitos jovens buscam modelos fora do lar. Desta forma os jovens ficam à mercê da sociedade que, muitas vezes, ofertam “modelos” de vida com fins puramente comercial. São modelos incompletos, e muitos deles faltam os “acessórios” principais: os valores. Certa vez, estava trabalhando com um grupo de jovens sobre “projeto de vida”. Em certo momento perguntei ao grupo em que “modelo de vida” eles se inspiravam para fazer seu projeto de vida. Ouvi muitas respostas interessantes, que nomearam pessoas como Jesus, Maria, os Santos, Gandhi e outros. Um deles nomeou um famoso jogador de futebol. Perguntei por que ele havia escolhido tal pessoa e ele me respondeu: “porque ele é famoso, rico, tem um carro importado e muitas mulheres...”. A pergunta é a seguinte: onde estão os valores dentro desta resposta? Ser famoso? Ser rico? Ter bens materiais? Ter muitas mulheres?
Um verdadeiro modelo de vida nos ensina muito mais que isso. Quando escolhemos alguém para seguir ou imitar devemos nos orientar pelos valores. É nesse sentido, que apresento como modelo a ser imitado, alguém jovem igual a você. Alguém que na sua juventude assumiu um compromisso que mudaria o rumo da história. Aproveitando este mês de maio, apresento Maria, a Mãe de Jesus, como modelo de vida.
Muitos poderiam estar se perguntando: mas por que Maria? Não existem outros modelos? Obviamente que existem muitos outros. O Modelo por excelência é o próprio Jesus Cristo, mas a escolha por Maria é porque ela assume ser Mãe de Jesus em plena juventude. Escolhemos Maria, pois ela representa todos os jovens da face da terra. É Maria, a modelo de tantos santos da Igreja. É modelo para tantas pessoas engajadas na luta por um mundo melhor. Maria é modelo do jovem que luta por seus ideais. Tinha um projeto de vida e soube cumpri-lo até o final de sua vida. Maria é modelo de vida aos jovens, pois está sempre disposta a servir. Mesmo sabendo que iria ser a Mãe do Salvador, não deixa o orgulho subir-lhe a cabeça. Vai ajudar sua prima Isabel, pois estava grávida e precisava de ajuda. (Lucas 1,39-56). É modelo de vida porque está atenta a realidade que a cerca. (João 2, 1-10). Maria é compreensiva. Compreender as pessoas é um valor que falta no mundo de hoje. Ela compreende a atitude Jesus aos 12 anos e guardava tudo em seu coração. (Lucas 2, 51). Maria é modelo de coragem. Nos dias de hoje, muitos jovens fogem diante de qualquer problema. Buscam uma solução, muitas vezes nas drogas ou em outros vícios. Maria, diante da condenação e morte do seu filho Jesus não foge. Diz o evangelista São João que Maria ali estava e permanecia “de pé” diante da cruz. (João 7, 5).
Por estes e por tantos outros motivos é que eu apresento para você, jovem, Maria como modelo a ser imitado. Agora é a hora de você pensar sobre os modelos que você busca para imitar. Que modelos de vida você busca? Quais os valores que você encontra em seus modelos de vida? Estas são algumas de muitas questões que você tem que responder a si mesmo. Que tal esse modelo de vida proposto? Gostou? Você encararia essa parada? Eu acredito na força que emana de você, jovem, e nas suas condições de escolher um modelo de vida baseado nos verdadeiros valores que trazem a verdadeira felicidade. O desafio está lançado. Cabe a você a escolha certa. Que Maria, nossa Boa Mãe, te abençoe e proteja. 

Aproveito a oportunidade para desejar a todas mães dos meus leitores um Feliz dia das Mães. Que Deus abençoe a todas.
Que a nossa mãe seja também nosso modelo de vida.
Não se esqueça, nossa m~e nos trouxe ao mundo e nos ama muito.

Um abração

@brotherjohnp