segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Complexo do Alemão e a Juventude

Imagem do site: http://bit.ly/eCt8xW
Você deve estar muito curioso com esse título, não é mesmo? Eu vou confessar pra vocês que eu também estou, pois estou escrevendo agora e nem estou pensando como será o final. Vou deixar fluir e falar o que manda o meu coração. Sei que vocês, leitores, a maioria jovens, ouviram e viram, nessa última semana, muitas coisas em diversos meios de comunicação. Deve ter se divertido muito também com muitas mensagens no twitters, fazendo piadinhas da situação etc. Foram feitos muitos comentários sobre o que foi certo e o que foi errado em relação a decisão do Governo do Rio ou da Força de Segurança. Debates aconteceram, especialistas falaram, ONGs se manifestaram. Foi assunto para todo o mundo, mostrando um País que tem uma força poderosa e demonstrou que quando o Poder Público quer ele consegue. Tudo isso vocês já sabem, não é mesmo?
A minha reflexão vem de acordo com o trabalho que desenvolvo a mais de 23 anos, ou seja, a formação dos jovens. Ontem (28/11/2010) estava vendo uma reportagem em uma determinada emissora de TV, quando escutei o seguinte comentário: O poder oficial (governo) abandonou a população das favelas, e o poder paralelo (narcotráfico) adotou e tomou conta e fez o que vinha fazendo até o momento... . 
E o que tem a juventude com isso? Todo o contexto histórico do narcotráfico e da histórica invasão pela polícia, faz-nos perceber a importância que tem o fator INVESTIMENTO nas comunidades carentes, que chamamos de favela, não os abandonando e acompanhando de perto todas as necessidades emergentes, que deveriam ser prioridades ao Governo. 
Da mesma forma ocorre em relação a formação de nossos jovens. Se a Família, Escola, Igreja e o próprio Governo não encarar a educação dos jovens de forma séria, vamos ter no futuro muitas "gangs" formadas. Quem sabe muitos dos traficantes que foram presos e outro tanto que estão sendo procurados, tivessem tido uma oportunidade de estudar, de trabalhar, de ter uma família  consistente, com certeza teríamos uma realidade diferente nos dias de hoje. Isso me faz lembrar o depoimento de uma jovem que disse: nós estamos aqui porque somos pobres; não estamos aqui por opção própria. Estamos aqui porque fomos abandonados. Dura realidade esta!!
Quando abandonamos a educação séria dos nossos jovens, quando os pais querem comprar seus filhos com presentes, quando professores querem se parecer mais um com "cara legal, divertido e adorado pelos alunos", porém não levam a sério a educação do aluno, mostrando a ele o caminho correto, um caminho baseado em valores (às vezes nem mesmo o educador vive uma vida baseada em valores), com certeza estaremos colaborando para a criação de novas "gangs". Se a Igreja abandonar o jovem, achando que é uma missão impossível a evangelização dessa geração de arrogantes e "perdidos", com certeza estaremos colaborando cada vez mais para a criação de novos ocupantes dos "complexos" das diversas cidades de nosso País. 
A juventude encontrada no Morro do Alemão é composta por um jovem desiludido, que não acredita mais em nenhuma Instituição, nem mesmo na família, desintegrada há muito tempo; jovens que nascem em famílias desestruturadas; jovens que têm que se "virar" para sobreviver, num morro onde não existe condição adequada de vida; geralmente sem a presença paterna, sozinho, com facilidade são aliciados por traficantes que mostram um mundo diferente, com possibilidades de ter um "dinheirinho" no bolso e fazendo trabalhos fáceis, como por exemplo, ser um "fogueteiro" ou levar um litro de gasolina para queimar um carro, ou simplesmente fazer uma "desova" ou atear fogo em um pneu para acabar com as provas de um crime etc. 
Com essa facilidade, sem vislumbrar um futuro melhor, o jovem é seduzido a isso. Aos poucos vai galgando os possíveis "postos" e logo está a frente de uma facção ou de uma favela, sendo chefe, mandando, matando e se defendendo como pode, como estamos vendo nas inúmeras reportagens dessa última semana.
 Esse é apenas um aspecto. O outro problema são os "outros" jovens que não vivem inseridos no "complexo", mas que usufruem das "mercadorias" que vem do morro. Não falo dos jovens pobres, das classes C, D e E. Falo dos jovens de classe A e B. Esses jovens que mantém toda a infraestrutura do morro.
O princípio é o mesmo. Se não existir uma educação firme dos pais em relação aos filhos, certamente veremos muitas mães e pais chorando a morte de seus filhos. Não apenas a morte biológica, mas a morte do caráter, dos valores e com isso se verá a própria derrocada da Instituição Família. (Leia mais sobre esse assunto Aqui).
O que percebo nos dias de hoje é que muitas vezes lares estão se transformando em verdadeiros "complexos do Alemão". A guerra começa na família; a formação de gangs começa dentro do lari; E é da família que sai esse jovem que nas escolas não se adaptam, que são problemas para amigos, professores e diretores; são jovens que saem por ali destruindo tudo, batendo em todo mundo, matando, ateando fogo em índios; violentando crianças; torturando animais etc. E ainda por cima, são protegidos pelos pais, afinal de contas "eles são apenas inofensivos adolescentes".
Queremos acabar com os "complexos" dos morros? Queremos acabar com o narcotráfico? Queremos acabar com o "bulling"? Queremos acabar com a violência? Só existe uma tarefa a ser feita: educar bem as nossas crianças, para que se tornem um jovem saudável. 
Por isso, da mesma forma de que o Estado Oficial abandonou as favelas e o estado paralelo as adotou,  quando abandonamos a educação das crianças e jovens, seja na Família, na Escola ou na Igreja, com certeza eles serão adotados pelo "poder paralelo". E quando chegar a esse ponto, a única coisa que faremos será  sentar em nossa confortável sala de TV, sintonizar um canal e ver a Polícia invadir mais um "Complexo" do nosso Brasil.

Um abraço

@brotherjohnp

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A carta

Site da imagem:http://bit.ly/9uuqIk 

Ontem estava lendo alguns recados do twitter quando me deparei com a seguinte mensagem: Vou mandar uma carta hoje. Nunca fiz isso! (By @Ederson_liver).
Achei interessante esse comentário, pois nunca imaginava que iria ler isso um dia. Até comentei com o Ederson que iria escrever uma reflexão aqui no Bloger sobre isso. Então, eis-me aqui para relatar os meus sentimentos ao ler esse twitter do @Ederson_liver. 
Confesso que me bateu uma saudade imensa. Cai na real que depois que surgiu os e-mails eu nunca mais mandei uma cartinha escrita. Posso até datar os últimos anos em que mandei minhas últimas carta: 2002/2003. Estava morando em Roma nesse período. Já existia o e-mail sim, com certeza, mas eu me correspondia com meus familiares e alguns amigos, que não dispunham desse meio tecnológico naquele período. 
Lembro-me com alegria de quando chegava da aula, ia direto para a sala onde geralmente as correspondências eram deixadas. O coração acelerava quando de longe eu já reconhecia o envelope, com faixas laterais verde e amarelo, que era uma carta do Brasil. Nem sempre era pra mim, mas não deixava de verificar a cada dia. Confesso que ficava com muita inveja (inveja boa) dos meus amigos que recebiam, às vezes, 3 ou 4 cartas semanalmente.
Lembro-me ainda que ao chegar no meu quarto, me colocava bem a vontade, geralmente deitado em minha cama, abria a carta e lia repetidas vezes. Cartas da minha mãe, das minhas irmãs, de amigos. Você consegue perceber nelas muitos sentimentos, não só no significado das palavras, mas na caligrafia, no estilo de escrever, no cheiro da tinta da caneta, ou do papel. Muitas vezes a minha imaginação me levava até a pessoa que me escrevia e eu podia ver o momento, o local e o jeito todo especial que ela escrevia. 
No ano de 1985, quando estava estudando para me tornar o Brother John, recebi uma cartinha do meu pai. Ele não era letrado, havia estudado até a 4ª série. Sua letra, muitas vezes não permitia que eu identificasse uma ou outra palavra. Mas isso era de menos, pois o significado dessa carta era o que mais me importava. Eu lembrava que meu pai não era de escrever pra ninguém, pois tinha dificuldade e vergonha de se expor, sobretudo pelos erros em suas palavras. Mas quando recebi essa cartinha eu dizia: Poxa! Meu pai me escreveu. Isso é raro, na verdade, isso é um milagre. Era uma forma de matar a saudade do filho caçula que há três anos já não morava mais na mesma casa que ele. Da mesma forma eu lia e relia essa carta e chorava muito de saudades. Já se passaram 25 anos desde o dia em que recebi essa carta. Neste ano de 2010 completou 20 anos do falecimento do meu pai, mas eu ainda guardo essa relíquia e quando estou precisando de um "up" na minha vida, abro aquele envelope e leio suas palavras, que para mim são como um "testamento".
Hoje, não recebemos e nem escrevemos mais cartas. Preferimos o meio mais rápido e eficiente de nos comunicar, porém, sem esse caráter emocional, próprio de alguém que escreve ou recebe uma carta.
Ao ler a mensagem do @ederson_live veio essa nostalgia e essa vontade louca de recordar esses bons momentos em que escrevia e recebia cartas. Hoje, sinto falta desse momento mágico, de abrir uma carta, de saborear o seu conteúdo, de ler e reler, de guardar dentro de um livro, debaixo do travesseiro, de poder reviver esse momento mágico de alegria e satisfação.
Mas os tempos mudaram e não podemos negar que a tecnologia, o telefone, a internet vieram para "facilitar" a vida das pessoas. Concordo com isso, mas não posso negar também que perdemos muito do romantismo e dos sentimentos com o desaparecimento quase completo das cartas.

Compartilho com vocês parte de um texto que encontrei na internet, que fala justamente sobre "A morte da Carta"":

 Pensemos agora no último ato da existência de uma carta. Isto dependerá de seu conteúdo. Vejamos alguns exemplos. Uma  carta de um filho que está distante, para sua mãe, será lida com entusiasmo. E entre lágrimas e sorrisos, ela a guardará na gaveta  de seu criado mudo. Uma carta cuja mensagem indica o fim de um relacionamento, será amassada, rasgada e, em alguns casos,  até queimada. Apenas alguns mais masoquistas a guardarão para relê-la quando a saudade apertar. Já uma linda carta de amor,  cada vez mais rara, será lida, relida, relida, relida, infinitas vezes. Talvez nenhum outro tipo de carta seja tão completo quanto este.  Pois mesmo seu destino final sempre será nobre. Ficam guardadas em caixas especiais, entre as roupas, dentro de livros, mas  sempre a mão, para que o destinatário possa ter acesso, sempre que quiser relembrar para si mesmo, o quanto é ou foi amado.  Enfim, enquanto existirem as cartas de amor, e elas continuarem sendo guardadas com o mesmo carinho que foram escritas,  haverá esperança para as cartas em geral.

(Artur Barcelos - http://bit.ly/fkoq5Z)


Fica aqui o meu apelo: se você nunca fez essa experiência de enviar uma cartinha para alguém, aproveite a oportunidade antes que o Correio entre em extinção. E ao receber a cartinha-resposta de volta, você vai sentir a verdadeira alegria de ler, degustar e apreciar  uma carta. Pode ter certeza, o gostinho é bem melhor do que um e-mail.

Acho que hoje em dia não mandar mais cartas, não deixa de ser um "Tiro no Pé", ou melhor um tiro no passado e nos bons momentos em que não existia os e-mails, o celular e que a ligação telefônica era cara!

Um abração.

@brotherjohnp

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Que falta faz umas palmadas no traseiro!!!

Site da imagem: http://bit.ly/dls92o
O episódio do último domingo -  aqueles animalzinhos da Avenida Paulista que agrediram alguns transeuntes - demonstra a falta de "braço forte" de alguns pais na educação dos filhos. Sim, eu acho que falta coragem dos pais em educar de VERDADE os filhos. A demonstração da violência cometida no domingo deixa bem claro que, de fato, está faltando umas boas palmadas no traseiro desses "filhinhos" que se dizem pessoas civilizadas. Eles acham fácil sair por ai quebrando a cara das pessoas mostrando que se é "macho". Na verdade "macho" até o cachorro que tenho em casa é. Gostaria muito de ver esses "bad-boys" com atitudes de HOMEM de verdade, assumindo a responsabilidade e a culpa do fato ocorrido. É muito fácil quando se está em grupo, quando se está armado e quando são amparados pelos pais e advogados energúmenos que ficam defendendo esses "queridinhos", que na minha opinião deveriam estar em uma jaula e serem tratados com água, pão e palmadas no traseiro para aprenderem a respeitar os outros. O pior de tudo é que a mídia estampa bem grande nos jornais: JOVENS AGRESSORES SÃO LIBERADOS ... etc! Não são jovens, são adolescentes. Usa-se a palavra JOVEM para chamara a atenção da sociedade. Por trás disso está aquela crença de que "todo jovem é mau", ou "é uma geração perdida". E assim vai!
Fico triste com toda essa situação, mas muito mais triste fico com as pessoas que defendem os atos desses adolescentes; fico triste com a falta de preparo dos pais hoje em dia para educar os filhos; fico triste com as artimanhas dos advogados para defenderem esses adolescentes, chegando a lançar a culpa nos agredidos, pois conforme um dos advogados, o seu cliente (o monstrengo) teria sido agredido. Mas de qualquer forma isso não justificaria a violência.
Pois é, enquanto muitos criticam as instituições que educam baseadas em valores, que valorizam o ser humano e querem e apregoam que ensinam para o vestibular da vida, aumenta cada vez mais o número daqueles que se dizem "dono do pedaço" e protegidos pelos pais. Sim, é verdade, o tiro está sendo dado nos próprios pés e isso eles já estão sentindo na própria pele.

Um abraço.

@brotherjohnp
   

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ENEM e nariz de palhaço: tudo a ver!!

Com certeza muitos de vocês já estão saturados de ouvir falar no ENEM. Eu também, mas não poderia deixar de fazer um breve comentário sobre o caso. Sei que não vai resolver o problema, mas pelo menos sirva para nossa reflexão.

Estava falando com meu amigo Guilherme por telefone na terça-feira e ele me disse: "vamos lá na manifestação contra o ENEM? É só colocar um nariz de palhaço e aparecer por lá".
Fiquei muito feliz com isso. Esse convite me fez retornar ao ano de 1992, onde milhares de jovens saíram às ruas para protestar e pedir o afastamento do Presidente Collor de Mello. Esses jovens foram denominados de "Caras Pintadas", pois eles traziam as cores verde e amarelo pintadas no rosto. (Caras Pintadas)  
 Sempre me admirei desses jovens e dessa época. Lembro-me que trabalhava no Colégio Marista Paranaense e liberamos os alunos para participar dessa manifestação. Também estive na passeata que culminou em uma grande assembléia na Boca Maldita. 
Depois desse evento, os jovens ganharam muita força em suas manifestações e reivindicações. O tempo foi passando e a turma esmorecendo. E nunca mais se viu jovem desafiador e protagonista como naquela época.
Mas estamos diante de uma oportunidade ímpar. É a hora de escancarar a voz e mostrar que o jovem estudante não é palhaço. Que o jovem, comprometido com os estudos, não está ai para brincar de "fazer de conta", pra ser usado e ser palhaço. 
Fiquei feliz que ao ler alguns sites, percebi que muitos estão se organizando em todo o País. Abaixo alguns exemplos:  

"Até quando o governo brasileiro fará so estudantes de palhaços? Essa é a nossa chance de mudar isso, façamos umaas manifestação conjunta. Chega de bagunça! Estudante não é palhaço. Sua partipação é fundamental!" (Texto: Mídia independente)

Cerca de 100 estudantes com apitos realizaram uma manifestação nas escadarias da Câmara Municipal da Cinelândia, no Centro do Rio, na tarde desta quinta-feira. Eles protestaram contra o cancelamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). (Manifestação contra o cancelamento do ENEM)

Rio - Estudantes, pais e professores das principais escolas de Niterói vão protestar contra o Exame Nacional do Ensino Médio na próxima quinta, dia 11. A ideia do grupo, que batizou o ato de "ENEMganados", é caminhar até o Centro para cobrar das autoridades providências sobre as provas. No convite enviado por e-mail, os participantes reclamam dos principais problemas ocorridos durante o exame, como questões trocadas, excesso de atrasos e fiscais desinformados.(ENEMganados)

Acredito que é a hora. E vamos fazer deste protesto uma oportunidade de começarmos a adquirir o hábito de abrir a boca para protestar. Gostaria de encerrar essa minha reflexão com um comentário que um estudante deixou no site do Mídia Independente.

Estudamos o ano inteiro, vários simulados seguidos de ENEM, não perdemos 1 ou dois dias com está prova! Perdemos um ou mais anos de preparação! Nos dizem: entrem em uma boa faculdade Publica, estudem bastante, aguentem firme, depois das provas podem relaxar. E qual é o resultado de tanto esforço? Somos humilhados pelo poder público, somos tratados como lixo e não como estudantes, não como o futuro deste pais, e ouvem nossas reclamações? Não lógico que não ! Nosso Presidente tem a cara de pau de dizer que o ENEM foi um sucesso absoluto !!!!!! RIDICULOOOOOOOOOOO ! NOJENTO NO MINIMO! Chega de enrolação chega de enganação, chega de politicagem! EU QUERO É TER PELO MENOS A CHANCE DE PODER FAZER ALGO PELO MEU PAIS, POR MIM, POR MINHA FAMILIA! Mas nem isso posso faze pois o governo nos humilha,não nos da importancia! O Ensino brasileiro ja é totalmente ridiculo em todos os pontos! E agora tambem o seu sistema de avaliação!
EXIJO A REAPLICAÇÃO DAS PROVAS PARA TODOS OS ALUNOS! E QUE ELA SEJA FACULTATIVA! A MAIOR NOTA SENDO A OFICIAL! O GOVERNO ACHA QUE ESTUDANTE É O QUE? (SIC)

Imagem: http://bit.ly/cNW5oc
Estimado leitor. Seja você adulto, jovem ou criança. É hora de aproveitar dessa oportunidade. Se você é estudante, não deixe de participar. É o momento oportuno de começar uma nova fase dos "Caras Pintadas", mesmo que nesse protesto você use um nariz de palhaço, com certeza você será eternamente lembrado com muito carinho como um daqueles jovens que um dia pintou o rosto de verde e amarelo e saiu pelas ruas a protestar por dignidade, justiça e honestidade.

Porém, estar alheio a tudo isso, nada mais é do que um Tiro no Pé ... no seu próprio pé!!

Um abraço!!

@bhotherjohnp 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Jornada Mundial da Juventude

VEJAM O VÍDEO MOTIVACIONAL PARA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

http://youtu.be/kkSnSK6lxP4


http://pjm-pmbcs.blogspot.com/

DIVULGUEM EM SUAS UNIDADES ... ATÉ OITO DE DEZEMBRO ESTAREMOS COM AS INSCRIÇÕES DISPOSTAS NO BLOG ACIMA...


Um pouco do que vai acontecer na Espanha:
Durante a semana, anterior à Jornada Mundial (de 16 a 21 de agosto), os jovens de todo o mundo são acolhidos nas várias dioceses da Espanha. E nós maristas teremos, nesses dias, dois encontros:
Um em Em Buitrago de Lozoya (a uns 70 km de Madrid) - Terá lugar, nos dias 10 a 14 de agosto, o Encontro Internacional de Jovens Maristas. São oferecidos 5 lugares para jovens entre 18 e 25 anos, mais um acompanhante para cada Província e Distrito. A condição estabelecida para nossa Província é que estes sejam os membros da comissão Provincial de Jovens maiores de 18 anos.

O outro será a Acolhida nas Províncias maristas com obras na Espanha, no período de 10 a 14 de agosto. As Províncias de Compostela, L’Hermitage, Ibérica e Mediterrânea acolherão os jovens de todo o mundo que venham organizados pelas respectivas Províncias, tenham feito o processo de preparação e tenham a autorização do delegado provincial correspondente. Os lugares de acolhida serão: Compostela (Tui, Pontevedra), L’Hermitage (Barcelona), Ibérica (Logroño) e Mediterrânea (Alicante).

Nas quatro Províncias serão realizadas atividades similares e coordenadas pela Comissão Central. As despesas de viagem, durante a permanência na Espanha, correm por conta da Comissão Central, que fará a recepção no aeroporto e acompanhará a todos, até aí, quando terminar a estada na Espanha.

No Dia 15 de agosto vai ocorrer uma Grande celebração marista. Nesse dia nos reuniremos em Madrid (no colégio São José del Parque) e, com todos os participantes, promoveremos uma grande celebração marista, antes de começar a JMJ, no dia seguinte, para terminar em 21 de agosto. A celebração começará às 18h e compreenderá: a Eucaristia, jantar e festival de música com participação do grupo Kairoi.
A partir de 16 de agosto vamos nos integrar nos atos oficiais da JMJ Madrid e suas atividades. Os grupos maristas vão alojar-se em nossos colégios de Madrid (San José e Chamberí) e participaremos livremente dos atos que forem promovidos na cidade: catequeses, concertos, exposições, etc. Nós, maristas, ofereceremos também iniciativas aos jovens que estiverem interessados.

@brollomay

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O terror se aproxima: vestibular!!!!

            O final do ano aproxima-se. Novembro é mês de decisões importantes para alguns jovens. Aliás, as decisões começam muito antes; mas geralmente, neste mês, muitos estudantes estão terminando o Ensino Médio e estão concluindo a preparação para o vestibular.
            Para reiniciar as atividades aqui no meu blog, parado desde o dia 6 de outubro, escolhi o tema vestibular e a pressão sofrida pelos jovens neste momento decisivo. O desafio que proponho é uma reflexão séria, juntamente com os pais e amigos, sobre esse momento tão importante. Então, convide-os para que possamos refletir juntos esse tema tão importante e tão discutido nos dias de hoje. 

À medida que o tempo vai passando, a preocupação em relação ao vestibular vai aumentando. Parece que, de tanto ouvir os pais e os professores falarem, o vestibular se torna realidade muito mais distante e assustadora. Esse período difícil exige dos jovens muitas coisas: preparação para que o objetivo seja alcançado com sucesso, escolha do curso e da instituição de ensino, sem contar o astucioso equilíbrio de saber lidar com a pressão que pais, parentes e amigos exercem sobre os candidatos. Em alguns casos, a pressão é tanta, que o jovem tem a falsa impressão de não se sentir maduro psicologicamente para enfrentar o vestibular e aproveitar o universo acadêmico.
Walason da Silva - Cursando Ciências
 Biológicas na UFV - Intercâmbio na
China - 2010
            O jovem que é que pensa disso tudo? Walason da Silva Abjaude, 21 anos, hoje estudante do sexto período de Ciências Biológicas, bacharelado em microbiologia na Universidade Federal de Viçosa, prestou o vestibular para o curso de Medicina em 2007. Ele nos relata como se sentiu nessa fase. “A pressão que sentia neste período de vestibular era a pressão que vinha da escola, dos amigos que normalmente acreditam em você e principalmente dos pais que, esperançosos com seu sucesso, acabam passando uma vontade exagerada de que você passe. Muitas vezes, não param para analisar a dificuldade que o vestibular representa”.  
            Em geral, a “pressão”, decorrida do confronto de idéias entre seus próprios gostos e aptidões e a influência dos pais, leva o estudante ao fracasso. As dúvidas são avassaladoras e, somadas às pressões, com certeza contribuem para uma reação em cadeia dos efeitos de uma escolha incorreta.
Walason - Momento de felicidade
no trote recebido em 2008 - Viçosa - MG
            Nesses casos, não há nada mais correto do que o incentivo sensato e a compreensão das pessoas que fazem parte do grupo das “opiniões valorosas” para o vestibulando, principalmente porque a resolução do problema consiste no encontro de uma posição equilibrada entre o puro racionalismo e a emoção. Aqui, os pais desempenham papel fundamental. Nada melhor, nessa hora, do que estar ao lado do filho, dando todo o apoio necessário para que ele possa desempenhar, de forma tranqüila, a sua missão, diante 
do vestibular. Walason afirma ainda que os pais deveriam mostrar-se imparciais. “Os pais deveriam ser mais neutros nesse tipo de situação, dando apoio, porém não deixando transparecer a vontade de que os filhos passem de primeira, porquanto, caso isso não aconteça, os filhos se sentirão culpados e pensam que decepcionaram os pais. No meu caso, que não passei em medicina, meus pais compreenderam muito bem e me deram todo o apoio para eu me preparar melhor. Já nesta ocasião eu havia pensado em mudar de curso para Ciências Biológicas.”
            A principal colaboração dos pais, não somente nesse período de vestibular, mas em toda a vida acadêmica do filho, é o incentivo ao estudo. Dar as condições necessárias para o estudo é um grande passo para o sucesso do filho, no fim do Ensino Médio, na concretização de seus sonhos e na realização do seu projeto de vida.
            Nesse contexto, Leo Fraiman, 35 anos, psicólogo, mestre em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo e autor do livro Meu filho vai prestar vestibular. E agora?  ensina aos pais como ajudar os jovens, em momento tão difícil: “O ideal é ser o mais amigo e cúmplice possível. Pergunte como está indo. Do que está precisando. Em quais matérias tem mais dificuldades. Pai não tem de dar bronca, não tem de tomar lição. Apenas mostrar-se interessado, vendo no que pode ajudar. Eu observo no meu consultório que, às vezes, falta um abraço. Nesses momentos de tensão, o filho regride. Fica mais infantil, mais choroso, mais irritado. Às vezes, tudo o de que ele precisa é de colo. Tem de chegar junto dele e desarmado.”
Walason - Bacharelado em Microbiologia
            Nesse sentido, o jovem Walason deixa um recado aos pais: “Eu digo aos pais que eles devem cobrar de seus filhos de tal forma que eles se sintam tranqüilos com relação ao vestibular, não colocando a pressão que ELE DEVE passar e sim que ELE DEVE ESTUDAR para poder ter chances de passar. Afinal, não passar no vestibular não é o fim do mundo”.
            Diante dessa reflexão, cabe aos jovens um exame de consciência; fazer uma retrospectiva de sua vida acadêmica; como foi sua atuação nesse longo período de preparação para o vestibular. Assim como o jovem Walason, milhares de jovens estão nessa situação. Não se pode desanimar. Acredito que passar no vestibular seja importante. É um passo a mais em nossas vidas, mas não podemos esquecer que, acima dessa preparação, está a nossa preparação para o amanhã. “Eu digo aos estudantes que se esforcem o máximo para que obtenham o sucesso; mas não pensem que o vestibular é a única coisa da vida, pois de fato ele é só mais uma coisa na sua vida. E, de forma alguma, o seu insucesso será uma decepção para seus pais”, acrescenta Walason.
            Dessa forma, chegamos a uma conclusão indiscutível: o sucesso ou não do filho, diante do vestibular, depende de ambas as partes; por isso pais e filhos devem ajudar-se e entrar juntos nessa batalha. Tudo o que se faz com amor tem seus frutos e, nesse assunto, o amor também fala mais alto; portanto não deixem faltar esse ingrediente indispensável na “fórmula” perfeita para a sua aprovação no vestibular, sobretudo no vestibular da vida. Afinal, todos seremos vencedores: pais, filhos e amigos. Boa sorte!

PARA PENSAR JUNTO COM SEUS PAIS

  1. Como está a sua preparação para o vestibular? Como você estuda?
  2. Qual o apoio dos pais nesse momento decisivo de sua vida?
  3. Como os pais podem contribuir para ajudar os filhos nesse período?
  4. Como vocês, pais estão ajudando seu filho a se preparar para o vestibular da vida?
  5. Como você, jovem, está preparando o vestibular da sua própria vida?

Sugestão para a vida

“Às vezes falta um abraço. Nesses momentos de tensão, o filho regride. Fica mais infantil, mais choroso, mais irritado. Às vezes, tudo o de que ele precisa é de colo. Tem de chegar junto a ele e desarmado.”
Leo Fraiman