quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PERSISTÊNCIA E PACIÊNCIA: DOIS VALORES DE OURO

Figura:http://www.portaojovem.com/ 
Um amigo adolescente me disse ontem: "Pô brother, já desisti da minha mina. Já tentei de tudo, já mandei um monte de e-mails, já telefonei, mandei mensagens pelo celular... e nada. Ela não quer mais saber de mim. Acho que perdi a guerra e a batalha.
Fiquei pensando neste desabafo alguns minutos e lembrei-me da situação de tantos adolescentes, jovens e adultos, que lutam na vida, mas desistem com facilidade.
Lembrei-me de um texto que eu havia lido certa vez e que vem a calhar com essa situação. Creio que muitos de vocês já leram também. Se não, tenham a paciência de ler esse pequeno relato e depois vamos refletir juntos.



A estória do bambu chinês
 
Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente cinco anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo.
 
Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas... uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.
 
Um escritor de nome Covey escreveu:
 
"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava..."
 
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos... Em nosso trabalho especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização,devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.
 
Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida: a Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos.
 
"É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo,
muita flexibilidade para se curvar ao chão”.


Estimado amigo e amiga, creio que muitas vezes somos iguais ao bambu chinês. Mas o que acontece é que desistimos com muita facilidade. Não temos paciência e nem tão pouco persistência. Somos uma geração que aprendemos a querer as coisas na hora, já, agora e não sabemos esperar. Quantas vezes me deparei com adolescentes e jovens desiludidos com a própria vida, pois tudo estava perdido, tudo estava acontecendo errado, os sonhos e desejos não se realizavam etc. Quantas vezes adolescentes e jovens me procuraram dizendo que a vida estava sendo injusta com eles e que faziam tudo correto e não estavam conseguindo vencer. A lição do bambu chinês é atual. Ela pode ter sido escrita a centenas de anos e poderá perdurar por mais algumas centenas de anos e ela será sempre atual. Se quisermos algo para a nossa vida devemos ser persistentes e pacientes. Se quisermos vencer na vida e realizar nossos sonhos e anseios, devemos ter paciência e continuar a trabalhar, lutar, persistir sem desistir nunca, pois assim como o bambu chinês espera o quinto ano para brotar, sair da terra assim devemos nós também termos essa paciência. Um dia chegaremos lá.
Por isso, estimado amigo e amiga, o dia em que tivermos a ponto de desistir e mandar tudo às favas vamos lembrar de bambu chinês: uma planta alta e para chegar as alturas tem que ter muita fibra, e ao mesmo tempo uma planta que com facilidade se curva até encostar no chão e para chegar a isso precisa muita flexibilidade. Assim também deve ser a nossa vida e a nossa luta: fibra, flexibilidade, persistência e paciência. Experimente e verá.

Quando perdemos a paciência com facilidade, geralmente acertamos um tiro em nosso próprio pé. Cuidado!!!

@brotherjohnp

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Andar com fé eu vou...que a fé não costuma falhar"

Imagem:http://jovem-atento.blogspot.com 

Dias atrás estava visitando um grupo de jovens, quando o animador do grupo me falou: “João, por que será que nossos jovens de hoje não têm mais fé?” A pergunta me pegou de surpresa. Fiquei pensando por vários minutos antes de responder. Então lhe disse: na verdade podemos considerar três hipóteses: a) Ou ele nunca teve fé; b) ou manifesta a sua fé à sua maneira c) ou de fato a perdeu. Não levei o assunto mais adiante, pois acredito que isso levaria um bom tempo. Mas o tema não saiu de minha cabeça. Por isso, decidi escrever este texto, para refletir sobre esse tema tão delicado e tão pouco refletido no meio juvenil. Convido você a refletir comigo e ao mesmo tempo fazer um exame de consciência para que você possa identificar em qual das três hipóteses você se encaixa. Você topa esse desafio? Então vamos nessa!
Os jovens de hoje são como cristais: parecem fortes, mas ao invés são frágeis; duros e maduros, mas às vezes delicados e imaturos; agressivos e corajosos e às vezes fracos e medrosos. Sabemos muito bem que em suas cabeças perpassam muitas dúvidas em relação ao futuro, aos estudos, a família e também a fé não fica de fora. Por mais duro de coração que um jovem aparenta ser, na realidade existe uma ternura muito grande escondida em seu coração.
Diante das mudanças de nossa sociedade o jovem é vitima do encantamento por tudo aquilo que é material, palpável, consumível. Vai em busca de um falso prazer oferecido pela sociedade de consumo e com facilidade troca o abstrato pelo concreto.
É neste “entrevero” que encontramos nossos jovens. Já escutei alguns jovens falarem: “eu tenho fé, mas não vou à missa, pois o padre é muito chato”.  Mas afinal de conta, onde o jovem baseia a sua vida cristã? Na figura do padre ou na figura de Jesus Cristo? Entramos então na discussão da hipótese de que o jovem de hoje tem fé, mas vive de maneira diferente. Sua fé, quem sabe, consiste em acreditar num Deus que está ao nosso lado, pronto e disposto a nos ajudar nos momentos de dificuldades. Basta rezar um pai-nosso e Ele vem em nosso auxílio. Será? Seria mais fácil para um jovem dizer eu não acredito em Deus, ou, eu não tenho fé, simplesmente para justificar o seu comodismo diante do seu compromisso de cristão, assumido pelos padrinhos no seu batismo e depois assumido por ele mesmo na crisma? Ou a falta de fé do jovem não passa de uma forma de não se expor diante de uma sociedade ou de um grupo de amigo que acha isso careta e ultrapassado? A fé, não é só acreditar ou não acreditar. A fé é um compromisso público, que assumo enquanto cristão e por isso devo vivê-la e demonstrá-la sem medo de ser feliz. Quantas vezes, em sala de aula, nosso professor perguntou: quem foi na missa domingo? E eu fiquei quieto por vergonha ou medo de ser ridicularizado pelos colegas? Se você faz parte de um grupo de jovem, quantas vezes você escondeu isso de seus amigos? Quando alguém fala mal da nossa religião, ou mesmo diz blasfêmias sobre Jesus e Deus o que fazemos? Não temos medo, muitas vezes, de defender nossa fé, nossa religião? Por isso, ter fé é defender as nossas crenças e participar ativamente de tudo o que nos fortalece em nossa crença e nos faz amar cada vez mais a Deus e ao próximo. Ter fé é não ter vergonha de ser cristão. Ter fé é poder dizer a todos que participa de um grupo de jovens. Ter fé é poder dizer que faz atos solidários. Ter fé é dizer que vai à missa ou no culto. Ter fé é amar a todos com igualdade. Ter fé é ter coragem de defender a nossa religião. Ter fé é acreditar nas palavras de Cristo, nas palavras de Deus, muito mais do que na forma como o padre ou pastor orienta os seus fiéis na hora da celebração. Enfim, ter fé é poder dizer: EU ACREDITO NA VIDA e todos nós sabemos que essa VIDA é DEUS.
Agora, aquela pergunta que alguém me fez um dia eu faço a você leitor: você já teve fé um dia? Você já teve e a perdeu? Ou você vive e manifesta a sua fé de forma diferente? Como você vive a sua fé? Em que situação você se encontra? Medo ou vergonha de manifestar publicamente a sua fé? O que te impede de vivenciar concretamente a sua fé? O que precisa mudar em sua vida? Que tal começar a manifestar sua fé? 
Vamos adiante então, sem medo de ser feliz. Cristo conta com você.

A Fé é como os pilares que sustentam o telhado de uma casa. Se não há pilares, o telhado não pode existir. Sem Fé, não há caridade. (Orlando Fedeli)


" A Ciência não tem como estudar a Fé. (...), quando começa a Fé, que é íntima e pessoal de cada ser humano e que, portanto, deve ser respeitada, a ciência cala-se." in Augusto Curry "O Mestre dos Mestres"

Viver no comodismo e sem fé, é muitas vezes um Tiro no Pé!!!!

@brotherjohnp

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Assembléia da PJM

Compartilho com todos vocês as minhas palavras dirigidas aos jovens reunidos em Assembléia da PJM e diretamente aos jovens eleitos para a Comissão Provincial de Jovens no momento do Envio.


“O Semeador saiu a semear... e as sementes foram caindo em diversos terrenos. Apenas uma brotou, cresceu e deu frutos.”
Essa é a missão de cada um dos membros da Comissão Provincial de Jovens: semear boas sementes e cultivá-las para que dêem bons frutos.
Vocês foram escolhidos não por acaso e nem por qualquer um. Vocês foram escolhidos por jovens da PJM. O compromisso é enorme. Lembrem-se que vocês estão sendo enviados não por vocês mesmos, tampouco pelos jovens representantes que aqui estão, mas vocês estão sendo enviados por Aquele que dá sentido real e verdadeiro a missão da PJM. Vocês estão sendo enviados por Jesus Cristo, que ocupa lugar central dentro da PJM.
Há muitos anos atrás, um jovem sacerdote na França dizia a seus irmãos: “Todas as dioceses do mundo estão em nossos planos”. Champagnat ao proferir essas palavras vislumbrava a Missão Marista para todos os povos.
Hoje, passados tantos anos, renovamos através de vocês, jovens da PJM o mesmo desejo. Hoje, atualizamos esse desejo de Champagnt e cada um de vocês jovens eleitos, podem dizer: todos os jovens da PJM estão em nossos planos. Sim, como representantes de tantos jovens vocês estão sendo enviados para representá-los. É um grande desafio e ao mesmo tempo um compromisso sério que vocês terão que levar adiante com responsabilidade, sabedoria. Lembrem-se que não existe “poder” nessa missão de vocês, mas
existe fortemente impresso em seus corações apenas um objetivo: servir.

Jesus, a mais de dois mil anos atrás, enviou 12 apóstolos. A missão deles foi a mais importante de todas, tornar Jesus Cristo conhecido e amado. Para que isso acontecesse eles não mediram esforços. Champagnat também foi convidado por Deus a levar essa missão juntamente com todos os irmãos e leigos.
É por isso que hoje, dia 19 de setembro, estamos diante de vocês, jovens, prestes a enviá-los. Pergunto: o que mudou em relação à missão dos apóstolos e a de vocês? Nada! Qual a diferença entre a missão de Champagnat e a missão de vocês? Nenhuma! A missão é a mesma, o compromisso é o mesmo e a responsabilidade também.
Sabemos que nos dias atuais a nossa juventude precisa de testemunhos autênticos. Hoje a Igreja, mais do que nunca necessita de discípulos que não poupem tempo nem energias para servir o evangelho de Jesus Cristo, ou seja, as palavras de vida eterna de Jesus.
Hoje, estamos confiando essa nobre missão, de forma atualizada, a vocês jovens. E vocês sabem o que é necessário para o sucesso dessa missão? Simplesmente que deixem arder dentro de vocês o amor verdadeiro de Cristo e que respondam generosamente os apelos desse Jesus, de Champagnat, da Província e, sobretudo dos jovens da PJM, aqui representados por estes jovens. É por esse motivo que aqui estamos os enviando.

Desejo aos jovens eleitos muita Luz e que o Espírito Santo ilumine a todos.

Não se esqueçam que vocês estão a SERVIÇO dos jovens. Se você não tiver esse objetivo, você dará um tiro no próprio pé. Tenho dito.

@brotherjohnp


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Protagonismo Juvenil: nossa resposta à sociedade

Imagem do site:http://aprendiz05.blogspot.com/  
Nos últimos tempos muito se fala de “protagonismo”. Você sabe o que é ser protagonista? Não é difícil compreender a definição; porém o mais difícil é colocá-lo em prática. Na “parada jovem” deste mês, vamos refletir um pouco sobre este tema. Mas não é de qualquer protagonismo a que nos vamos reportar, mas do protagonismo juvenil.
Afinal, que é protagonismo? Na internet consta site muito interessante (http://www.protagonismojuvenil.org.br) que esclarece muito bem esse assunto. Neste site encontramos a seguinte definição de Protagonismo Juvenil: significa, tecnicamente, o jovem participar como ator principal em ações que não dizem respeito à sua vida privada, familiar e afetiva, mas a problemas relativos ao bem comum, na escola, na comunidade ou na sociedade mais ampla. Outro aspecto do protagonismo é a concepção do jovem como fonte de iniciativa, que é ação; como fonte de liberdade, que é opção; e como fonte de compromissos, que é responsabilidade.
Na raiz do protagonismo tem de haver uma opção livre do jovem; ele tem de participar na decisão se vai ou não fazer a ação. O jovem tem de participar do planejamento da ação. Depois tem de participar na execução da ação, na sua avaliação e na apropriação dos resultados. Existem dois padrões de protagonismo juvenil: quando as pessoas do mundo adulto fazem junto com os jovens e quando os jovens fazem de maneira autônoma.
Agora vem a pergunta crucial a você jovem: você está sendo protagonista em sua realidade de vida? Como está a sua participação como ator principal na sua comunidade, no seu bairro, na sua escola, na sua paróquia? Você de fato se tem empenhado para ajudar nas ações de sua comunidade, visando ao bem comum? Não podemos ficar parados “vendo a banda passar”. Precisamos unir-nos a tantos jovens que optam com responsabilidade por uma ação protagonista que os levam, de certa forma, a uma ação transformadora na sociedade.
Normalmente escuto jovens reclamarem dos adultos que vivem acusando-os de serem inúteis, acomodados e que levam uma vida mansa etc. Conheço alguns jovens assim, mas também conheço jovens, a maioria deles, responsáveis e protagonistas. Quando optamos por ser protagonistas, deixamos de lado o comodismo. Arregaçar as mangas e partir para a luta é próprio do jovem protagonista. Por isso, querido jovem, querida jovem, quando o adulto acusa o jovem, ele não está questionando aquele jovem atuante, político, protagonista, mas recrimina o jovem indiferente, alheio a tudo, alienado. Ainda assim, tenho certa dúvida em relação ao adulto que critica, questiona e condena o jovem atual. A minha pergunta é: esse adulto é protagonista? E quando era jovem, como era a sua ação diante da sociedade? Como foi a sua juventude? É um bom momento para uma reflexão séria sobre isso. Em contrapartida, tenho também um recado aos jovens. Há uma música que diz o seguinte: Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério. O jovem no Brasil nunca é levado a sério! (Não é Sério - Charlie Brown Jr). Mas você, jovem, se leva a sério? Leva a sério sua vida, seus compromissos e responsabilidades? Se queremos que os adultos, e entre eles nossos pais, acreditem em nós, jovens, precisamos antes de tudo levar a sério nossos compromissos em face da sociedade, da comunidade e da nossa própria vida. É o momento ideal para sermos protagonistas. É parada dura, não é mesmo? Mas que tal encararmos esse desafio? Conto com a sua participação na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária; juntos, como protagonistas, vamos construir a Civilização do Amor.  


Imagem no site http://redemargarida.blogspot.com
 DINÂMICA

- LER O RELATO ABAIXO PARA TODO O GRUPO

Jefferson é um jovem de 17 anos. Estuda a noite em uma escola da periferia de Curitiba, PR. De manhã e a tarde ele trabalha com seu tio como ajudante de pedreiro. Jefferson é um jovem ativo, atuante em seu bairro. Nos sábados ele também trabalha até as 17h. Volta rapidamente para casa e as 19h já está na sua paróquia, onde participa ativamente da missa. Hoje, sábado, ele é o encarregado de animar os cantos da celebração. As 20h30, Jefferson se dirige ao salão paroquial para participar do grupo de jovens. Ele é um dos coordenadores do grupo. No domingo, dia do Senhor, dia de descanso, de lazer e de passar o dia com a família, Jefferson tem compromisso no orfanato Nossa Senhora da Luz, também localizado no mesmo bairro onde ele mora. Ali, Jefferson passa a tarde com as crianças, brincando, animando e dando muito carinho, amor e alegria àquelas crianças órfãs de pais e mães.
Na semana passada Jefferson ficou muito triste com a D. Josefa, professora de história, pois ela o chamou a atenção porque estava cochilando em sua aula. Ela disse para ele, perante aos demais colegas de sala de aula, que ele precisava levar mais a sério a sua vida e que a vida não era somente festas e baladas. Disse ainda que ele tinha que assumir a vida, “afinal de contas você não é mais uma criança”. E para finalizar D. Josefa o aconselhou a ser mais responsável e assumir a sua condição de jovem estudante. Jefferson teve a paciência de escutar tudo o que ela falou e em seguida relatou o seu dia a dia de 2ª a domingo, deixando a professora de boca aberta, restando-lhe apenas pedir perdão a Jefferson pelo equívoco cometido.
Ainda bem que a nossa sociedade conta com muitos “Jeffersons”, mas infelizmente conta também com muitas “Josefas”.

- MOTIVAR O GRUPO PARA A REFLEXÃO (PODE SER PESSOALMENTE OU EM GRUPOS)

  1. Jefferson é um jovem protagonista? Como ele desempenha esse protagonismo?
  2. Você se considera um protagonista?
  3. Como você pode ser um protagonista (caso não seja ainda) em sua comunidade?
  4. O que você diria a D. Josefa sobre os jovens de hoje?
  5. Você se julga um jovem sem tempo para ser protagonista? O exemplo de Jefferson pode lhe servir para alguma coisa?

- PARTILHAR AS RESPOSTAS COM TODO O GRUPO
- ENCERRAR COM AS CONCLUSÕES DO COORDENADOR DO GRUPO

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A vida é uma escola!

Figura extraída de: http://pitukicesdamama.blogspot.com/
Quantas vezes já ouvimos esta frase? Muitas vezes não é mesmo? Você já pensou na verdade contida nela?
A cada dia aprendemos com a própria vida. Muitas vezes certos acontecimentos passam despercebidos e não temos o capricho de analisar tais acontecimentos e fazer um paralelo com a minha vida e sugar daí alguma lição ou aprendizado.
Faz muito tempo que adotei para a minha vida uma regra básica: estar atento aos acontecimentos e tirar alguma lição. Tenho feito isso e fico abismado com os ensinamentos que a vida tem me proporcionado. 
O contato com as pessoas, o diálogo, a escuta de um desabafo ou dificuldade, o encanto que algumas pessoas, adolescentes, jovens e adultos têm para com a vida, o conflito de gerações e mais um cabedal de coisas me fazem tirar lições para a minha vida. Às vezes são coisas simples, e quem sabe muitas pessoas poderiam defini-las como banais, mas para mim, muitas vezes, tem um significado especial. Creio que eu precisaria de muitas páginas para relatar fatos que me marcaram e que pude tirar uma lição para a minha vida e o mais importante de tudo, colocar em prática tal ensinamento recebido.
Gostaria, porém, de compartilhar o que aprendi dias atrás ao conversar com um jovem. O assunto inicial era sobre a vida em geral e perguntei ao meu amigo qual curso ele freqüentava na Universidade. Faço publicidade, respondeu ele.  Comentei que eu tinha um apreço especial a tudo que se relacionava a comunicação. Ele então me disse que gostava de se relacionar com as pessoas. Até ai tudo estava tranqüilo. Foi quando ele arrematou: gosto de me relacionar com pessoas problemáticas. Gosto de desafios. Disse-lhe que ele corajoso e que era uma tarefa difícil. Ele rebateu: gosto de me relacionar com pessoas que são rejeitadas, excluídas. Um silêncio interior tomou conta do meu ser. Logo desencadeou em minha massa craniana um burburinho. E pensei: de fato essas pessoas que não se sentem amadas, muitas vezes excluídas da sociedade e que precisam de mais carinho e afeto são os rejeitados e excluídos de nosso meio. Comecei a avaliar os meus relacionamentos e de que forma me relaciono com as pessoas. Muito mais que isso, refleti na forma como trato as pessoas com as quais convivo. Comecei a me examinar e perceber de que hoje em dia em nossa sociedade o estereótipo é o que define o grau de relacionamento que terei com a pessoa. A primeira coisa que fazemos é olhar a beleza exterior, o jeito de falar, de vestir, a classe social etc. Muitos podem achar que estou exagerando, mas eu gostaria que você pensasse um pouco mais profundamente sobre sua maneira de relacionar-se com as pessoas. Procure perceber quais as pessoas que você busca. Com que tipo de pessoa você “gasta” mais seu tempo? Que resposta você dá a um convite de uma pessoa bonita, bem apresentável? Seria a mesma resposta se essa pessoa fosse feia? (aqui falamos de beleza externa, padronizada pela nossa cultura ou sociedade).
Pois muito bem, um simples papo com um amigo me fez refletir muito e consegui tirar uma grande lição para a minha vida. Através do exemplo desse meu amigo, que gosta de se relacionar com pessoas rejeitadas e excluídas, percebi o quanto tenho que mudar meus paradigmas. Aprendi aquilo que já sabia, porém nunca havia me questionado a fundo: o que importa é a beleza interior. Você também sabe isso não é mesmo? Parece algo óbvio e por que não dizer banal. Mas... como você leva isso para a sua vida? E daí, você aprende ou não com os fatos que a vida nos apresenta? A vida tem sido uma escola para você? Ou você foge dela? De qualquer forma a vida continua sendo uma escola. Querer aprender com a vida é uma opção pessoal. Se tiver afim... é só entrar.   

Ah, ia esquecendo: quem nao aproveita a vida para aprender com ela, está dando um tiro no seu próprio pé!!!

@brotherjohnp


(Dedico este texto ao amigo Guilherme que me fez refletir sobre as minhas escolhas nos meus relacionamentos. Gui, você é demais. Te amo guri.)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Eu te amo, tu me amas ele me ama!!!

Imagem extraída do site: http://bit.ly/9kFrA1
Estava navegando pelos bloggers da vida e lendo algumas mensagens escritas pelos visitantes. Impressionante o número de manifestações de carinho que existe entre essa juventude.  O maior sentimento revelado nestas mensagens se expressa pela frase: TE AMO!!!
Pude vagar pelas ondas dos meus pensamentos e recordar que tal frase era quase que exclusivamente usada pelos casais de namorados, noivos e por aqueles que usavam uma aliança de ouro no dedo da mão esquerda. Era raro ouvir um amigo dizer para uma amiga, ou vice-versa, a famosa expressão EU TE AMO. Nem pensar ouvir isso da boca de pessoas do mesmo sexo. Mas isso era no passado.
Hoje a minha percepção é outra. Creio que um tabu foi quebrado: o tabu que afirmava que dizer EU TE AMO era coisa de pares românticos, de familiares etc. Hoje percebo com muita alegria, que a notável frase EU TE AMO está na boca de amigos sinceros e independe do sexo. Nossa!!! Me espanto, de forma positiva,  ao ver o avanço que demos rumo à quebra de certos preconceitos.

Ao ler nos bloggers, orkut e fotologs amigos e amigas entre si manifestando esse amor, escrevendo em letras garrafais EU TE AMO, sem medo e nem escrúpulos, vejo que o nosso jovem e nosso mundo estão deixando de lado a mediocridade e a hipocresia.
Mas apesar de toda essa evolução ainda percebo o quão é difícil pronunciar essa frase. Como suamos frio, às vezes,  para dizer ao nosso pai, a nossa mãe, aos nossos irmãos e amigos EU TE AMO. É fato verdadeiro e falo isso tomando por mim mesmo e a minha experiência. Como foi difícil começar. Hoje, bem mais maduro que outrora, vejo o quão preconceituoso eu era. Sim, amigos, eu tinha medo, vergonha de dizer às pessoas que amava EU TE AMO.
Com certeza, muitos ao lerem isso poderão dizer que falar EU TE AMO é muito fácil, porém o difícil é praticar esse AMOR. Concordo plenamente. Como diz o ditado: “as palavras comovem, mas os exemplos arrastam”. Porém, vamos tentar começar pelo mais fácil? Não é assim que somos orientados quando vamos prestar um exame ou fazer uma prova, ou seja, começar pelas questões mais mais fáceis? Pois bem amigo, se você acha que dizer a alguém EU TE AMO é fácil, então comece. Com o tempo as atitudes, os exemplos concretos começarão a surgir. Mas é necessário começar. É preciso ter coragem, não é mesmo? Então, se você ainda está no rol daqueles preconceituosos, daqueles que tem medo e vergonha, tente começar pelo mais fácil. Se você ainda reluta em dizer aos seus pais, irmãos, amigos que você os ama, faça um esforço e comece. Não espere o tempo passar, pois às vezes não teremos tempo nem para começar com o mais fácil. O tempo se esgota, as pessoas que amamos se vão e você vai amargurar para o resto da vida a oportunidade perdida e continuará sendo medíocre até o SEU TEMPO se esgotar.

Aos amigos que estão lendo esta mensagem e também aos anônimos vai o meu recado: AMO TODOS VOCÊS!!!

(Neste exato momento em que termino este texto alguém no MSN me manda um recado dizendo: Bro ... eu te amo!) . Tenho eu motivos para ser feliz?

Pois é amigos, ter a oportunidade de dizer a alguém EU TE AMO e não aproveitar, sabe o que é isso? 
Um verdadeiro TIRO NO PÉ!!!

Um abraço

@brotherjohnp