sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dias melhores para você em 2011

FELIZ NATAL E DIAS MELHORES PARA VOCÊ EM 2011.


Agradeço a todos amigos que me seguiram em 2010 e leram meus escritos.
Agradeço imensamente a amizade e desejo que em 2011 nenhum tiro seja direcionado ao seu pé.

Um forte abraço

@brotherjohnp

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Mais um Natal !!

Fonte da imagem: http://bit.ly/gxK4of



















Amigos!!
Estamos no mês de dezembro e já está na hora de começarmos a escrever sobre o Natal. Vou aproveitar essas semanas que faltam para o Natal para refletir um pouco sobre o sentido desta festa grandiosa. Convido-os a refletir cada texto e tirar as suas próprias conclusões. Acompanhe essa nossa caminhada em preparação ao Natal. Vamos nessa!

Estimados leitores, parece que foi ontem que iniciamos o ano de 2010. Agora nos damos conta de como passou ligeiro. É hora de fazermos um balanço em nossa vida. Voltar nosso olhar para trás e pensar em tudo o que fizemos ou deixamos de fazer. Lembrar as nossas resoluções de janeiro, na virada do ano. Você se lembra de alguma delas? É hora de recordarmos nossas promessas e de vermos de fato se algo de novo aconteceu comigo neste ano. Nesta retomada do ano que passou, aproveite para pensar um pouco no acontecimento mais importante deste mês: o Natal. É hora, quem sabe, de repensar o conceito cristão de Natal. Sim, é isso mesmo! Vamos fazer um pequeno exercício, muito simples: pense por um instante naquilo que o Natal representa para você. Mas seja honesto com você mesmo. Pense naquilo de bom, de concreto que o Natal traz para você. Agora responda: Que representa efetivamente o Natal? Que é que ele traz de novo, de diferente para você? Esta data é especial para você por quê? Muda alguma coisa em sua vida?
Acredito que seja um grande desafio e cada vez mais audacioso passar o Natal da cabeça ao coração. Pensar no Natal como um contínuo viver durante 365 dias por ano, não simplesmente em mera data, quando nos cumprimentamos e trocamos presentes. Precisamos pensar alto. Precisamos fazer retornar o verdadeiro sentido do Natal em nossas vidas. Por isso, neste texto proponho um momento de reflexão e de tomada de atitudes. O desafio consiste em celebrar o Natal de 2010 de forma diferente; quem sabe de maneira inesquecível, que fará você recordá-lo durante todo o ano de 2011. Topa esse desafio? Então vamos nessa!
O desejo de milhares de pessoas na face da terra é um dia poder celebrar o Natal com o seu verdadeiro e integral significado. Eu conheço uma pessoa que tem este grande sonho: que o Natal se torne novamente a comemoração do nascimento de Jesus. Não estou brincando. É sério. Ela me disse assim: “Brother, eu gostaria que o Natal se tornasse de novo a comemoração do nascimento de Jesus dentro de cada um de nós”. Esse desejo me fez refletir sobre a forma como eu vivo o Natal de cada ano. E me fez pensar em  Jesus que um dia nasceu para mostrar ao mundo que é possível viver de outra forma. Pensando sobre isso, senti vontade enorme de reaprender a rezar com o Menino Jesus. Como eu gostaria de que o recém-nascido Homem-Deus, senhor da história, ensinasse a toda a humanidade a sempre nova e sempre antiga oração da nova forma de ver tudo aquilo que Ele sempre nos ensinou com sua vinda à terra: o respeito pela vida humana e o desejo operoso de conquistar a vida eterna. Se o Natal fosse de fato o aniversário espiritual de cada ser humano, se nesse dia comemorássemos a alegria de viver em paz e harmonia, com certeza não existiriam tantos desentendimentos e  guerras. Se em cada nascimento de criança, a exemplo do nascimento de Jesus, soubéssemos valorizar a vida como os reis magos valorizaram a vida de Jesus, certamente não teríamos mais tanta mortalidade infantil, crianças morrendo de sede e fome.
Se celebrássemos o Natal de forma verdadeira, como deveria ser, sobretudo em função da graça e da conquista da eternidade feliz, com certeza nos sentiríamos sempre em casa, não importa o lugar onde estivéssemos. Experimentaríamos a agradável sensação de sermos acolhidos, amados e respeitados, independentemente de nossas peculiaridades, como a cor, a profissão ou o montante das nossas posses.
Como seria bom se a árvore de Natal fosse infinitamente mais do que o simbólico pinheiro enfeitado. Que bom se essa árvore fosse ornada com as luzes do verdadeiro amor. Que os presentes colocados em baixo dessa árvore não passassem de sorrisos e gestos humanos, para que atendessem ao mistério inefável apresentado pelos anjos na mais bela das noites, quando esquadrões da milícia celeste cantaram para os humildes pastores que guardavam o rebanho: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade. Que bom seria se todos nós pensássemos neste Natal somente em Jesus e em sua mensagem de amor e de paz. Que bom se este mesmo Natal fosse celebrado não somente no mês de dezembro, mas em todos os dias do ano. Com esse pensamento fica aqui o nosso desafio para o ano de 2011: vamos transformar todos os dias do próximo ano no nascimento de Jesus e vivenciar cada dia tudo o que ele nos ensina. Vamos tentar? Se você tentar e não conseguir você já será um vitorioso, porém se você nem tentar, então amigo, você está mirando o tiro bem no seu pé!

Um abração

@brotherjohnp

  
REZE COM SUA FAMÍLIA E AMIGOS

Oriza Martins

É quase Natal. 
Solitário em meu quarto, olho por entre a vidraça embaçada: luzes ao longe, 
sons de canções distantes,  risos, preces, fogos a ribombar na imensidão. 
Desolado, penso naqueles que me estão ausentes.  Natal frio. Triste, desolador.
Meu olhar se perde na escuridão da noite estiolada. Olho, mas não vejo nada. 
Nada à frente. Nada no futuro. Por que estou só? Volto o olhar ao passado. 
Relembro os dias de glória, de fama, poder, vitória. Onde estão vocês, fãs de outrora,
Amores de verdes anos, amigos de toda hora? Falhei, falhaste, falhamos. 
Onde foi que deixamos  nossos sonhos, amizades, enganos e desenganos?
De repente, sons que aumentam, frases que se elevam, risos que me preenchem.
Euforia, esperança, canções, cheiro de amor. Quem chegou? Quem bate?
Feliz Natal! Sinto que chegaste. Chegaste? Não, já estavas aqui. Apenas eu não te via,
Que alegria! Preenches o meu Natal, com carinho, luz e calor. És amigo eterno, amigo de todas as horas. Não faltaste nunca, nem faltarias agora. Como sempre, estás aqui, 
estás comigo, Senhor!


domingo, 5 de dezembro de 2010

Essa é a Juventude que amo!

Mais uma vez a Igreja do Brasil, representada pelo Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se adiantou na luta por uma juventude evangelizadora, protagonista e audaciosa. O 1º Encontro Nacional de Movimentos Juvenis, que começou na sexta-feira (03/12) foi mais um passo acertado nesta caminhada de evangelização das juventudes do nosso Brasil. O encontro tem por objetivo celebrar a unidade da Igreja na diversidade de carismas”, segundo o assessor do Setor Juventude, padre Carlos Sávio. Ele salienta ainda que o evento procura se aproximar das expressões juvenis presentes na Igreja no Brasil. “O Setor Juventude busca somar esforços para que todos juntos possam anunciar, com discernimento e responsabilidade, o Evangelho de Jesus”, completa.
São essas atitudes que me deixa feliz e me impulsiona cada vez mais a trabalhar por essa juventude que tanto amo. O que mais me impressiona é a garra e a disposição com que essa juventude tem assumido a proposta da Igreja, representada por diversos carismas, dentro de Congregações religiosas, Movimentos e outras denominações.
Em uma sociedade onde impera, infelizmente, um preconceito contra a juventude, os jovens estão dando respostas aos adultos que tanto criticam essa juventude. A mídia (escrita, falada, televisionada), os Meios de Comunicação Social que muitas vezes colaboram com isso, com muita facilidade utilizam da palavra "jovem" quando querem chamar a atenção da sociedade, sobretudo se eles estiverem envolvidos em violência ou outras "ferocidades". Temos tantos exemplos por ai, que vai desde a barbaridade feita com o índio Galdino até os "marginais" da Avenida Paulista. (Para saber mais sobre isso, click AQUI) . Quando se quer chamar a atenção da sociedade, basta estampar nas manchetes a palavra "jovem" e pronto, aí temos mais um motivo para as críticas aos jovens, taxando-os de revoltados, revolucionários, delinquentes, geração perdida etc. Ainda ontem no Jornal Nacional, Jornal da Band veio à tona o caso dos "jovens" agressores da Avenida Paulista. Está certo, concordo que é um caso extremos, mas o meu questionamento é: Por que certos telejornais não divulgam coisas boas sobre a nossa juventude. Por exemplo, não seria notícia em rede nacional esse magnífico encontro que está acontecendo  no Centro de Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista (SP)? 
Coisas maravilhosas acontecem envolvendo a juventude e o Brasil não fica sabendo. Basta um jovem cometer um deslize e toda mídia cai em cima. É uma pena este descaso com a nossa juventude. Louvamos a Deus que temos uma Igreja que caminha junto com a juventude.
Dias atrás lia uma reportagem sobre a força do Twitter e a aceitação pelos adolescentes e jovens. Ontem a noite eu vi como essa juventude está conectada. Chovia mensagens no Twitter sobre o Encontro Nacional de Movimentos Juvenis. Twittando com o Pe. Savio, o Assessor Nacional do Setor Juventude (@padresavio) ele me dizia: " Estamos aqui com 300 lideranças nacionais de mais de 30 movimentos de todo o pais e nos seguindo agora mais de 600 twiteiros". Fiquei feliz com essa representatividade. Isso prova que a luta continua. 
Termino aqui com mais uma frase do Pe. Savio: "Viva nossa linda juventude!!!". É isso mesmo, viva esta juventude que amo, viva a Igreja e todos quantos se esforçam para tornar nossos jovens cada vez mais evangelizadora protagonistas. E você, o que está fazendo pela juventude do Brasil?


Um abraço.


@brotherjohnp

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Complexo do Alemão e a Juventude

Imagem do site: http://bit.ly/eCt8xW
Você deve estar muito curioso com esse título, não é mesmo? Eu vou confessar pra vocês que eu também estou, pois estou escrevendo agora e nem estou pensando como será o final. Vou deixar fluir e falar o que manda o meu coração. Sei que vocês, leitores, a maioria jovens, ouviram e viram, nessa última semana, muitas coisas em diversos meios de comunicação. Deve ter se divertido muito também com muitas mensagens no twitters, fazendo piadinhas da situação etc. Foram feitos muitos comentários sobre o que foi certo e o que foi errado em relação a decisão do Governo do Rio ou da Força de Segurança. Debates aconteceram, especialistas falaram, ONGs se manifestaram. Foi assunto para todo o mundo, mostrando um País que tem uma força poderosa e demonstrou que quando o Poder Público quer ele consegue. Tudo isso vocês já sabem, não é mesmo?
A minha reflexão vem de acordo com o trabalho que desenvolvo a mais de 23 anos, ou seja, a formação dos jovens. Ontem (28/11/2010) estava vendo uma reportagem em uma determinada emissora de TV, quando escutei o seguinte comentário: O poder oficial (governo) abandonou a população das favelas, e o poder paralelo (narcotráfico) adotou e tomou conta e fez o que vinha fazendo até o momento... . 
E o que tem a juventude com isso? Todo o contexto histórico do narcotráfico e da histórica invasão pela polícia, faz-nos perceber a importância que tem o fator INVESTIMENTO nas comunidades carentes, que chamamos de favela, não os abandonando e acompanhando de perto todas as necessidades emergentes, que deveriam ser prioridades ao Governo. 
Da mesma forma ocorre em relação a formação de nossos jovens. Se a Família, Escola, Igreja e o próprio Governo não encarar a educação dos jovens de forma séria, vamos ter no futuro muitas "gangs" formadas. Quem sabe muitos dos traficantes que foram presos e outro tanto que estão sendo procurados, tivessem tido uma oportunidade de estudar, de trabalhar, de ter uma família  consistente, com certeza teríamos uma realidade diferente nos dias de hoje. Isso me faz lembrar o depoimento de uma jovem que disse: nós estamos aqui porque somos pobres; não estamos aqui por opção própria. Estamos aqui porque fomos abandonados. Dura realidade esta!!
Quando abandonamos a educação séria dos nossos jovens, quando os pais querem comprar seus filhos com presentes, quando professores querem se parecer mais um com "cara legal, divertido e adorado pelos alunos", porém não levam a sério a educação do aluno, mostrando a ele o caminho correto, um caminho baseado em valores (às vezes nem mesmo o educador vive uma vida baseada em valores), com certeza estaremos colaborando para a criação de novas "gangs". Se a Igreja abandonar o jovem, achando que é uma missão impossível a evangelização dessa geração de arrogantes e "perdidos", com certeza estaremos colaborando cada vez mais para a criação de novos ocupantes dos "complexos" das diversas cidades de nosso País. 
A juventude encontrada no Morro do Alemão é composta por um jovem desiludido, que não acredita mais em nenhuma Instituição, nem mesmo na família, desintegrada há muito tempo; jovens que nascem em famílias desestruturadas; jovens que têm que se "virar" para sobreviver, num morro onde não existe condição adequada de vida; geralmente sem a presença paterna, sozinho, com facilidade são aliciados por traficantes que mostram um mundo diferente, com possibilidades de ter um "dinheirinho" no bolso e fazendo trabalhos fáceis, como por exemplo, ser um "fogueteiro" ou levar um litro de gasolina para queimar um carro, ou simplesmente fazer uma "desova" ou atear fogo em um pneu para acabar com as provas de um crime etc. 
Com essa facilidade, sem vislumbrar um futuro melhor, o jovem é seduzido a isso. Aos poucos vai galgando os possíveis "postos" e logo está a frente de uma facção ou de uma favela, sendo chefe, mandando, matando e se defendendo como pode, como estamos vendo nas inúmeras reportagens dessa última semana.
 Esse é apenas um aspecto. O outro problema são os "outros" jovens que não vivem inseridos no "complexo", mas que usufruem das "mercadorias" que vem do morro. Não falo dos jovens pobres, das classes C, D e E. Falo dos jovens de classe A e B. Esses jovens que mantém toda a infraestrutura do morro.
O princípio é o mesmo. Se não existir uma educação firme dos pais em relação aos filhos, certamente veremos muitas mães e pais chorando a morte de seus filhos. Não apenas a morte biológica, mas a morte do caráter, dos valores e com isso se verá a própria derrocada da Instituição Família. (Leia mais sobre esse assunto Aqui).
O que percebo nos dias de hoje é que muitas vezes lares estão se transformando em verdadeiros "complexos do Alemão". A guerra começa na família; a formação de gangs começa dentro do lari; E é da família que sai esse jovem que nas escolas não se adaptam, que são problemas para amigos, professores e diretores; são jovens que saem por ali destruindo tudo, batendo em todo mundo, matando, ateando fogo em índios; violentando crianças; torturando animais etc. E ainda por cima, são protegidos pelos pais, afinal de contas "eles são apenas inofensivos adolescentes".
Queremos acabar com os "complexos" dos morros? Queremos acabar com o narcotráfico? Queremos acabar com o "bulling"? Queremos acabar com a violência? Só existe uma tarefa a ser feita: educar bem as nossas crianças, para que se tornem um jovem saudável. 
Por isso, da mesma forma de que o Estado Oficial abandonou as favelas e o estado paralelo as adotou,  quando abandonamos a educação das crianças e jovens, seja na Família, na Escola ou na Igreja, com certeza eles serão adotados pelo "poder paralelo". E quando chegar a esse ponto, a única coisa que faremos será  sentar em nossa confortável sala de TV, sintonizar um canal e ver a Polícia invadir mais um "Complexo" do nosso Brasil.

Um abraço

@brotherjohnp

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A carta

Site da imagem:http://bit.ly/9uuqIk 

Ontem estava lendo alguns recados do twitter quando me deparei com a seguinte mensagem: Vou mandar uma carta hoje. Nunca fiz isso! (By @Ederson_liver).
Achei interessante esse comentário, pois nunca imaginava que iria ler isso um dia. Até comentei com o Ederson que iria escrever uma reflexão aqui no Bloger sobre isso. Então, eis-me aqui para relatar os meus sentimentos ao ler esse twitter do @Ederson_liver. 
Confesso que me bateu uma saudade imensa. Cai na real que depois que surgiu os e-mails eu nunca mais mandei uma cartinha escrita. Posso até datar os últimos anos em que mandei minhas últimas carta: 2002/2003. Estava morando em Roma nesse período. Já existia o e-mail sim, com certeza, mas eu me correspondia com meus familiares e alguns amigos, que não dispunham desse meio tecnológico naquele período. 
Lembro-me com alegria de quando chegava da aula, ia direto para a sala onde geralmente as correspondências eram deixadas. O coração acelerava quando de longe eu já reconhecia o envelope, com faixas laterais verde e amarelo, que era uma carta do Brasil. Nem sempre era pra mim, mas não deixava de verificar a cada dia. Confesso que ficava com muita inveja (inveja boa) dos meus amigos que recebiam, às vezes, 3 ou 4 cartas semanalmente.
Lembro-me ainda que ao chegar no meu quarto, me colocava bem a vontade, geralmente deitado em minha cama, abria a carta e lia repetidas vezes. Cartas da minha mãe, das minhas irmãs, de amigos. Você consegue perceber nelas muitos sentimentos, não só no significado das palavras, mas na caligrafia, no estilo de escrever, no cheiro da tinta da caneta, ou do papel. Muitas vezes a minha imaginação me levava até a pessoa que me escrevia e eu podia ver o momento, o local e o jeito todo especial que ela escrevia. 
No ano de 1985, quando estava estudando para me tornar o Brother John, recebi uma cartinha do meu pai. Ele não era letrado, havia estudado até a 4ª série. Sua letra, muitas vezes não permitia que eu identificasse uma ou outra palavra. Mas isso era de menos, pois o significado dessa carta era o que mais me importava. Eu lembrava que meu pai não era de escrever pra ninguém, pois tinha dificuldade e vergonha de se expor, sobretudo pelos erros em suas palavras. Mas quando recebi essa cartinha eu dizia: Poxa! Meu pai me escreveu. Isso é raro, na verdade, isso é um milagre. Era uma forma de matar a saudade do filho caçula que há três anos já não morava mais na mesma casa que ele. Da mesma forma eu lia e relia essa carta e chorava muito de saudades. Já se passaram 25 anos desde o dia em que recebi essa carta. Neste ano de 2010 completou 20 anos do falecimento do meu pai, mas eu ainda guardo essa relíquia e quando estou precisando de um "up" na minha vida, abro aquele envelope e leio suas palavras, que para mim são como um "testamento".
Hoje, não recebemos e nem escrevemos mais cartas. Preferimos o meio mais rápido e eficiente de nos comunicar, porém, sem esse caráter emocional, próprio de alguém que escreve ou recebe uma carta.
Ao ler a mensagem do @ederson_live veio essa nostalgia e essa vontade louca de recordar esses bons momentos em que escrevia e recebia cartas. Hoje, sinto falta desse momento mágico, de abrir uma carta, de saborear o seu conteúdo, de ler e reler, de guardar dentro de um livro, debaixo do travesseiro, de poder reviver esse momento mágico de alegria e satisfação.
Mas os tempos mudaram e não podemos negar que a tecnologia, o telefone, a internet vieram para "facilitar" a vida das pessoas. Concordo com isso, mas não posso negar também que perdemos muito do romantismo e dos sentimentos com o desaparecimento quase completo das cartas.

Compartilho com vocês parte de um texto que encontrei na internet, que fala justamente sobre "A morte da Carta"":

 Pensemos agora no último ato da existência de uma carta. Isto dependerá de seu conteúdo. Vejamos alguns exemplos. Uma  carta de um filho que está distante, para sua mãe, será lida com entusiasmo. E entre lágrimas e sorrisos, ela a guardará na gaveta  de seu criado mudo. Uma carta cuja mensagem indica o fim de um relacionamento, será amassada, rasgada e, em alguns casos,  até queimada. Apenas alguns mais masoquistas a guardarão para relê-la quando a saudade apertar. Já uma linda carta de amor,  cada vez mais rara, será lida, relida, relida, relida, infinitas vezes. Talvez nenhum outro tipo de carta seja tão completo quanto este.  Pois mesmo seu destino final sempre será nobre. Ficam guardadas em caixas especiais, entre as roupas, dentro de livros, mas  sempre a mão, para que o destinatário possa ter acesso, sempre que quiser relembrar para si mesmo, o quanto é ou foi amado.  Enfim, enquanto existirem as cartas de amor, e elas continuarem sendo guardadas com o mesmo carinho que foram escritas,  haverá esperança para as cartas em geral.

(Artur Barcelos - http://bit.ly/fkoq5Z)


Fica aqui o meu apelo: se você nunca fez essa experiência de enviar uma cartinha para alguém, aproveite a oportunidade antes que o Correio entre em extinção. E ao receber a cartinha-resposta de volta, você vai sentir a verdadeira alegria de ler, degustar e apreciar  uma carta. Pode ter certeza, o gostinho é bem melhor do que um e-mail.

Acho que hoje em dia não mandar mais cartas, não deixa de ser um "Tiro no Pé", ou melhor um tiro no passado e nos bons momentos em que não existia os e-mails, o celular e que a ligação telefônica era cara!

Um abração.

@brotherjohnp

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Que falta faz umas palmadas no traseiro!!!

Site da imagem: http://bit.ly/dls92o
O episódio do último domingo -  aqueles animalzinhos da Avenida Paulista que agrediram alguns transeuntes - demonstra a falta de "braço forte" de alguns pais na educação dos filhos. Sim, eu acho que falta coragem dos pais em educar de VERDADE os filhos. A demonstração da violência cometida no domingo deixa bem claro que, de fato, está faltando umas boas palmadas no traseiro desses "filhinhos" que se dizem pessoas civilizadas. Eles acham fácil sair por ai quebrando a cara das pessoas mostrando que se é "macho". Na verdade "macho" até o cachorro que tenho em casa é. Gostaria muito de ver esses "bad-boys" com atitudes de HOMEM de verdade, assumindo a responsabilidade e a culpa do fato ocorrido. É muito fácil quando se está em grupo, quando se está armado e quando são amparados pelos pais e advogados energúmenos que ficam defendendo esses "queridinhos", que na minha opinião deveriam estar em uma jaula e serem tratados com água, pão e palmadas no traseiro para aprenderem a respeitar os outros. O pior de tudo é que a mídia estampa bem grande nos jornais: JOVENS AGRESSORES SÃO LIBERADOS ... etc! Não são jovens, são adolescentes. Usa-se a palavra JOVEM para chamara a atenção da sociedade. Por trás disso está aquela crença de que "todo jovem é mau", ou "é uma geração perdida". E assim vai!
Fico triste com toda essa situação, mas muito mais triste fico com as pessoas que defendem os atos desses adolescentes; fico triste com a falta de preparo dos pais hoje em dia para educar os filhos; fico triste com as artimanhas dos advogados para defenderem esses adolescentes, chegando a lançar a culpa nos agredidos, pois conforme um dos advogados, o seu cliente (o monstrengo) teria sido agredido. Mas de qualquer forma isso não justificaria a violência.
Pois é, enquanto muitos criticam as instituições que educam baseadas em valores, que valorizam o ser humano e querem e apregoam que ensinam para o vestibular da vida, aumenta cada vez mais o número daqueles que se dizem "dono do pedaço" e protegidos pelos pais. Sim, é verdade, o tiro está sendo dado nos próprios pés e isso eles já estão sentindo na própria pele.

Um abraço.

@brotherjohnp
   

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ENEM e nariz de palhaço: tudo a ver!!

Com certeza muitos de vocês já estão saturados de ouvir falar no ENEM. Eu também, mas não poderia deixar de fazer um breve comentário sobre o caso. Sei que não vai resolver o problema, mas pelo menos sirva para nossa reflexão.

Estava falando com meu amigo Guilherme por telefone na terça-feira e ele me disse: "vamos lá na manifestação contra o ENEM? É só colocar um nariz de palhaço e aparecer por lá".
Fiquei muito feliz com isso. Esse convite me fez retornar ao ano de 1992, onde milhares de jovens saíram às ruas para protestar e pedir o afastamento do Presidente Collor de Mello. Esses jovens foram denominados de "Caras Pintadas", pois eles traziam as cores verde e amarelo pintadas no rosto. (Caras Pintadas)  
 Sempre me admirei desses jovens e dessa época. Lembro-me que trabalhava no Colégio Marista Paranaense e liberamos os alunos para participar dessa manifestação. Também estive na passeata que culminou em uma grande assembléia na Boca Maldita. 
Depois desse evento, os jovens ganharam muita força em suas manifestações e reivindicações. O tempo foi passando e a turma esmorecendo. E nunca mais se viu jovem desafiador e protagonista como naquela época.
Mas estamos diante de uma oportunidade ímpar. É a hora de escancarar a voz e mostrar que o jovem estudante não é palhaço. Que o jovem, comprometido com os estudos, não está ai para brincar de "fazer de conta", pra ser usado e ser palhaço. 
Fiquei feliz que ao ler alguns sites, percebi que muitos estão se organizando em todo o País. Abaixo alguns exemplos:  

"Até quando o governo brasileiro fará so estudantes de palhaços? Essa é a nossa chance de mudar isso, façamos umaas manifestação conjunta. Chega de bagunça! Estudante não é palhaço. Sua partipação é fundamental!" (Texto: Mídia independente)

Cerca de 100 estudantes com apitos realizaram uma manifestação nas escadarias da Câmara Municipal da Cinelândia, no Centro do Rio, na tarde desta quinta-feira. Eles protestaram contra o cancelamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). (Manifestação contra o cancelamento do ENEM)

Rio - Estudantes, pais e professores das principais escolas de Niterói vão protestar contra o Exame Nacional do Ensino Médio na próxima quinta, dia 11. A ideia do grupo, que batizou o ato de "ENEMganados", é caminhar até o Centro para cobrar das autoridades providências sobre as provas. No convite enviado por e-mail, os participantes reclamam dos principais problemas ocorridos durante o exame, como questões trocadas, excesso de atrasos e fiscais desinformados.(ENEMganados)

Acredito que é a hora. E vamos fazer deste protesto uma oportunidade de começarmos a adquirir o hábito de abrir a boca para protestar. Gostaria de encerrar essa minha reflexão com um comentário que um estudante deixou no site do Mídia Independente.

Estudamos o ano inteiro, vários simulados seguidos de ENEM, não perdemos 1 ou dois dias com está prova! Perdemos um ou mais anos de preparação! Nos dizem: entrem em uma boa faculdade Publica, estudem bastante, aguentem firme, depois das provas podem relaxar. E qual é o resultado de tanto esforço? Somos humilhados pelo poder público, somos tratados como lixo e não como estudantes, não como o futuro deste pais, e ouvem nossas reclamações? Não lógico que não ! Nosso Presidente tem a cara de pau de dizer que o ENEM foi um sucesso absoluto !!!!!! RIDICULOOOOOOOOOOO ! NOJENTO NO MINIMO! Chega de enrolação chega de enganação, chega de politicagem! EU QUERO É TER PELO MENOS A CHANCE DE PODER FAZER ALGO PELO MEU PAIS, POR MIM, POR MINHA FAMILIA! Mas nem isso posso faze pois o governo nos humilha,não nos da importancia! O Ensino brasileiro ja é totalmente ridiculo em todos os pontos! E agora tambem o seu sistema de avaliação!
EXIJO A REAPLICAÇÃO DAS PROVAS PARA TODOS OS ALUNOS! E QUE ELA SEJA FACULTATIVA! A MAIOR NOTA SENDO A OFICIAL! O GOVERNO ACHA QUE ESTUDANTE É O QUE? (SIC)

Imagem: http://bit.ly/cNW5oc
Estimado leitor. Seja você adulto, jovem ou criança. É hora de aproveitar dessa oportunidade. Se você é estudante, não deixe de participar. É o momento oportuno de começar uma nova fase dos "Caras Pintadas", mesmo que nesse protesto você use um nariz de palhaço, com certeza você será eternamente lembrado com muito carinho como um daqueles jovens que um dia pintou o rosto de verde e amarelo e saiu pelas ruas a protestar por dignidade, justiça e honestidade.

Porém, estar alheio a tudo isso, nada mais é do que um Tiro no Pé ... no seu próprio pé!!

Um abraço!!

@bhotherjohnp 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Jornada Mundial da Juventude

VEJAM O VÍDEO MOTIVACIONAL PARA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

http://youtu.be/kkSnSK6lxP4


http://pjm-pmbcs.blogspot.com/

DIVULGUEM EM SUAS UNIDADES ... ATÉ OITO DE DEZEMBRO ESTAREMOS COM AS INSCRIÇÕES DISPOSTAS NO BLOG ACIMA...


Um pouco do que vai acontecer na Espanha:
Durante a semana, anterior à Jornada Mundial (de 16 a 21 de agosto), os jovens de todo o mundo são acolhidos nas várias dioceses da Espanha. E nós maristas teremos, nesses dias, dois encontros:
Um em Em Buitrago de Lozoya (a uns 70 km de Madrid) - Terá lugar, nos dias 10 a 14 de agosto, o Encontro Internacional de Jovens Maristas. São oferecidos 5 lugares para jovens entre 18 e 25 anos, mais um acompanhante para cada Província e Distrito. A condição estabelecida para nossa Província é que estes sejam os membros da comissão Provincial de Jovens maiores de 18 anos.

O outro será a Acolhida nas Províncias maristas com obras na Espanha, no período de 10 a 14 de agosto. As Províncias de Compostela, L’Hermitage, Ibérica e Mediterrânea acolherão os jovens de todo o mundo que venham organizados pelas respectivas Províncias, tenham feito o processo de preparação e tenham a autorização do delegado provincial correspondente. Os lugares de acolhida serão: Compostela (Tui, Pontevedra), L’Hermitage (Barcelona), Ibérica (Logroño) e Mediterrânea (Alicante).

Nas quatro Províncias serão realizadas atividades similares e coordenadas pela Comissão Central. As despesas de viagem, durante a permanência na Espanha, correm por conta da Comissão Central, que fará a recepção no aeroporto e acompanhará a todos, até aí, quando terminar a estada na Espanha.

No Dia 15 de agosto vai ocorrer uma Grande celebração marista. Nesse dia nos reuniremos em Madrid (no colégio São José del Parque) e, com todos os participantes, promoveremos uma grande celebração marista, antes de começar a JMJ, no dia seguinte, para terminar em 21 de agosto. A celebração começará às 18h e compreenderá: a Eucaristia, jantar e festival de música com participação do grupo Kairoi.
A partir de 16 de agosto vamos nos integrar nos atos oficiais da JMJ Madrid e suas atividades. Os grupos maristas vão alojar-se em nossos colégios de Madrid (San José e Chamberí) e participaremos livremente dos atos que forem promovidos na cidade: catequeses, concertos, exposições, etc. Nós, maristas, ofereceremos também iniciativas aos jovens que estiverem interessados.

@brollomay

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O terror se aproxima: vestibular!!!!

            O final do ano aproxima-se. Novembro é mês de decisões importantes para alguns jovens. Aliás, as decisões começam muito antes; mas geralmente, neste mês, muitos estudantes estão terminando o Ensino Médio e estão concluindo a preparação para o vestibular.
            Para reiniciar as atividades aqui no meu blog, parado desde o dia 6 de outubro, escolhi o tema vestibular e a pressão sofrida pelos jovens neste momento decisivo. O desafio que proponho é uma reflexão séria, juntamente com os pais e amigos, sobre esse momento tão importante. Então, convide-os para que possamos refletir juntos esse tema tão importante e tão discutido nos dias de hoje. 

À medida que o tempo vai passando, a preocupação em relação ao vestibular vai aumentando. Parece que, de tanto ouvir os pais e os professores falarem, o vestibular se torna realidade muito mais distante e assustadora. Esse período difícil exige dos jovens muitas coisas: preparação para que o objetivo seja alcançado com sucesso, escolha do curso e da instituição de ensino, sem contar o astucioso equilíbrio de saber lidar com a pressão que pais, parentes e amigos exercem sobre os candidatos. Em alguns casos, a pressão é tanta, que o jovem tem a falsa impressão de não se sentir maduro psicologicamente para enfrentar o vestibular e aproveitar o universo acadêmico.
Walason da Silva - Cursando Ciências
 Biológicas na UFV - Intercâmbio na
China - 2010
            O jovem que é que pensa disso tudo? Walason da Silva Abjaude, 21 anos, hoje estudante do sexto período de Ciências Biológicas, bacharelado em microbiologia na Universidade Federal de Viçosa, prestou o vestibular para o curso de Medicina em 2007. Ele nos relata como se sentiu nessa fase. “A pressão que sentia neste período de vestibular era a pressão que vinha da escola, dos amigos que normalmente acreditam em você e principalmente dos pais que, esperançosos com seu sucesso, acabam passando uma vontade exagerada de que você passe. Muitas vezes, não param para analisar a dificuldade que o vestibular representa”.  
            Em geral, a “pressão”, decorrida do confronto de idéias entre seus próprios gostos e aptidões e a influência dos pais, leva o estudante ao fracasso. As dúvidas são avassaladoras e, somadas às pressões, com certeza contribuem para uma reação em cadeia dos efeitos de uma escolha incorreta.
Walason - Momento de felicidade
no trote recebido em 2008 - Viçosa - MG
            Nesses casos, não há nada mais correto do que o incentivo sensato e a compreensão das pessoas que fazem parte do grupo das “opiniões valorosas” para o vestibulando, principalmente porque a resolução do problema consiste no encontro de uma posição equilibrada entre o puro racionalismo e a emoção. Aqui, os pais desempenham papel fundamental. Nada melhor, nessa hora, do que estar ao lado do filho, dando todo o apoio necessário para que ele possa desempenhar, de forma tranqüila, a sua missão, diante 
do vestibular. Walason afirma ainda que os pais deveriam mostrar-se imparciais. “Os pais deveriam ser mais neutros nesse tipo de situação, dando apoio, porém não deixando transparecer a vontade de que os filhos passem de primeira, porquanto, caso isso não aconteça, os filhos se sentirão culpados e pensam que decepcionaram os pais. No meu caso, que não passei em medicina, meus pais compreenderam muito bem e me deram todo o apoio para eu me preparar melhor. Já nesta ocasião eu havia pensado em mudar de curso para Ciências Biológicas.”
            A principal colaboração dos pais, não somente nesse período de vestibular, mas em toda a vida acadêmica do filho, é o incentivo ao estudo. Dar as condições necessárias para o estudo é um grande passo para o sucesso do filho, no fim do Ensino Médio, na concretização de seus sonhos e na realização do seu projeto de vida.
            Nesse contexto, Leo Fraiman, 35 anos, psicólogo, mestre em Psicologia Escolar pela Universidade de São Paulo e autor do livro Meu filho vai prestar vestibular. E agora?  ensina aos pais como ajudar os jovens, em momento tão difícil: “O ideal é ser o mais amigo e cúmplice possível. Pergunte como está indo. Do que está precisando. Em quais matérias tem mais dificuldades. Pai não tem de dar bronca, não tem de tomar lição. Apenas mostrar-se interessado, vendo no que pode ajudar. Eu observo no meu consultório que, às vezes, falta um abraço. Nesses momentos de tensão, o filho regride. Fica mais infantil, mais choroso, mais irritado. Às vezes, tudo o de que ele precisa é de colo. Tem de chegar junto dele e desarmado.”
Walason - Bacharelado em Microbiologia
            Nesse sentido, o jovem Walason deixa um recado aos pais: “Eu digo aos pais que eles devem cobrar de seus filhos de tal forma que eles se sintam tranqüilos com relação ao vestibular, não colocando a pressão que ELE DEVE passar e sim que ELE DEVE ESTUDAR para poder ter chances de passar. Afinal, não passar no vestibular não é o fim do mundo”.
            Diante dessa reflexão, cabe aos jovens um exame de consciência; fazer uma retrospectiva de sua vida acadêmica; como foi sua atuação nesse longo período de preparação para o vestibular. Assim como o jovem Walason, milhares de jovens estão nessa situação. Não se pode desanimar. Acredito que passar no vestibular seja importante. É um passo a mais em nossas vidas, mas não podemos esquecer que, acima dessa preparação, está a nossa preparação para o amanhã. “Eu digo aos estudantes que se esforcem o máximo para que obtenham o sucesso; mas não pensem que o vestibular é a única coisa da vida, pois de fato ele é só mais uma coisa na sua vida. E, de forma alguma, o seu insucesso será uma decepção para seus pais”, acrescenta Walason.
            Dessa forma, chegamos a uma conclusão indiscutível: o sucesso ou não do filho, diante do vestibular, depende de ambas as partes; por isso pais e filhos devem ajudar-se e entrar juntos nessa batalha. Tudo o que se faz com amor tem seus frutos e, nesse assunto, o amor também fala mais alto; portanto não deixem faltar esse ingrediente indispensável na “fórmula” perfeita para a sua aprovação no vestibular, sobretudo no vestibular da vida. Afinal, todos seremos vencedores: pais, filhos e amigos. Boa sorte!

PARA PENSAR JUNTO COM SEUS PAIS

  1. Como está a sua preparação para o vestibular? Como você estuda?
  2. Qual o apoio dos pais nesse momento decisivo de sua vida?
  3. Como os pais podem contribuir para ajudar os filhos nesse período?
  4. Como vocês, pais estão ajudando seu filho a se preparar para o vestibular da vida?
  5. Como você, jovem, está preparando o vestibular da sua própria vida?

Sugestão para a vida

“Às vezes falta um abraço. Nesses momentos de tensão, o filho regride. Fica mais infantil, mais choroso, mais irritado. Às vezes, tudo o de que ele precisa é de colo. Tem de chegar junto a ele e desarmado.”
Leo Fraiman

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

OS JOVENS E A PJM NA UNIVERSIDADE: REFLEXÕES, EXIGÊNCIAS E HORIZONTES - Parte II



O texto abaixo foi escrito por Fabiano Incerti, Assessor do Setor de Vida Consagrada e Laicato. Fabiano fez parte da equipe internacional que redigiu o documento da PJM em nível do Instituto Marista e esteve na Subcomissão da Pastoral Juvenil Marista das américas por 4 anos representando o Brasil.




Contudo, não há descoberta da vida e da fé que se faça sozinho. Um dos princípios pedagógicos mais importantes da PJM é o grupo. Por vezes, na vida universitária, o jovem que deixa sua família sente-se sozinho, esquecido, desprotegido e exposto a um mundo fora de seu conhecido universo familiar. É a angústia de não ter alguém de confiança para dividir os sonhos, as dúvidas, as dores e os amores. Por isso, os grupos da PJM na Universidade devem ser lugares concretos para o estreitamento dos laços comunitários, a construção da identidade, a partilha de visões e experiências, a constituição do senso crítico, o desenvolvimento de valores comunitários, o sentido de eclesialidade e solidariedade e o encontro e seguimento com Jesus de Nazaré. São lugares de partilha de ideias e do reconhecimento de que todos são filhos de Deus, onde cada um é reconhecido como pessoa e valorizado como tal.
Mas também é função dos grupos a formação de jovens líderes. A PJM no interior da Universidade deve se preocupar com a formação de pessoas qualificadas e críticas, capazes de agir com competência profissional na transformação social, colocando o saber construído e produzido a serviço da sociedade, principalmente daqueles que não tiveram nem terão acesso ao ensino superior. Por isso, a vida universitária (e nesse contexto a PJM) é parte constitutiva do processo formativo do jovem. É uma ampliação dos valores apreendidos durante toda a educação básica para se tornar instrumento favorável à implementação de um projeto de vida marcado pela consistência e coerente com os valores evangélicos da justiça e da solidariedade.
Muitos jovens chegam à Universidade com dúvidas sobre suas escolhas profissionais e pessoais e, muitas vezes, sentem-se infelizes com o curso superior escolhido. A PJM no ensino superior deve favorecer a reflexão acerca do projeto de vida, bem como oferecer ao jovem a possibilidade de conhecer e aprofundar as vocações específicas. “A dimensão vocacional é uma parte integrante da pastoral juvenil, tanto que uma pastoral vocacional específica encontra seu âmbito vital na pastoral juvenil e a pastoral juvenil somente é completa e eficaz quando se abre a dimensão vocacional.”
Na formação de lideranças se encontra um desafio real. É visível que os jovens têm anseio de transformação. Cabe a nós abrirmos o caminho para que possam ser sujeitos de sua história. Isto não significa que devam fazer tudo sozinhos, mas, pelo contrário, que precisamos caminhar juntos. É fundamental abrir espaços de participação e de decisão na própria na Universidade para que eles, aos poucos, possam seguir aprendendo a importância de tomar decisões com responsabilidade. Ao mesmo tempo, podemos fomentar projetos de solidariedade junto à comunidade, nos quais os jovens possam coordenar ou participar de ações concretas de transformação.
Na mesma medida é fundamental que o jovem universitário seja acompanhado. Não raro, os agentes responsáveis pelo acompanhamento, ou subestimam o conhecimento e a experiência dos jovens ou estão despreparados, propensos a infantilizar os processos formativos. Não basta simplesmente ter boa vontade. Ler e estudar sobre juventude e estar no meio dos jovens, buscando perceber seus sonhos e desafios, esperanças e dificuldades é essencial para quem deseja assumir a causa juvenil como campo preferencial de evangelização. Nesse sentido, uma das principais características do agente formador é ser um educador na fé. É uma pessoa que já clareou seu projeto de vida. Embora sejam os primeiros responsáveis por seu amadurecimento na fé, os jovens não caminham sozinhos. Partindo de suas vidas e preocupações, devemos como Pastoral Juvenil iluminá-los com a dimensão da fé e incentivá-los a uma ação concreta de encontro e mudança pessoal.
Com sabedoria, o Documento Internacional da PJM Evangelizadores entre os jovens assinala que existem muitos silêncios na vida dos jovens. É fundamental que aprendamos a compreendê-los e respeitá-los. A reverência a seus silêncios é uma forma concreta de aceitarmos sua autonomia e sua sabedoria pessoal, dando o tempo necessário para que elaborem as sínteses pessoais de vida.  Por vezes realizamos uma PJM invasiva e ruidosa.
A PJM deve ensinar ao jovem a vivência de sua vocação política. Para tanto, a organização é uma premissa essencial para os grupos. Com ela o jovem aprende a se posicionar criticamente em relação ao mundo que o cerca. Enquanto o compromisso da Universidade é produzir conhecimento científico de maneira transparente e democrática, a PJM, neste espaço, tem a responsabilidade de vivenciar o evangelho encarnado na realidade, promovendo uma Igreja acolhedora, participativa, profética e fraterna, comprometida com os mais necessitados e com o meio ambiente. Para tanto, os agentes formadores devem zelar, na preparação dos encontros, pelo planejamento, pela seleção de temas pertinentes à formação juvenil, pelos recursos necessários, pela participação e pela avaliação coletiva. O espaço do grupo serve ao jovem como referência para a aprendizagem de atitudes para a convivência social. Muito jovens se desencantam com a PJM porque sentem falta de cuidado com a preparação e com e desenvolvimento dos encontros e das atividades.
A linguagem adaptada ao universo juvenil constitui instrumento poderoso de encantamento e de metodologia. Não deve estar aquém, subestimando as experiências pessoais, tão pouco além, que impeça o jovem de compreender os temas abordados. Nesse sentido, as novas tecnologias devem ser aliadas à ação evangelizadora. Sabemos que a linguagem usada pela Igreja (e pela própria PJM) nem sempre responde às necessidades apresentadas pelos jovens, por vezes o afastando, por outras o alienando. Entretanto faz-se imprescindível, além de nova linguagem, um trabalho árduo que abra novo horizonte de sentido, onde os jovens construam uma espiritualidade enraizada em sua realidade concreta, permitindo-os fazer uma experiência de encontro com Deus a partir do solo de suas existências.
A realidade da maioria de nossos jovens universitários aponta para um complexo quadro de vulnerabilidades. Apesar de um significativo avanço social, há ainda uma imensa fatia de jovens empobrecidos, vítimas da violência, da falta de políticas públicas e da ausência espaços de cultura e participação. Como trabalhar essa dura realidade juvenil no interior de nossos grupos da PJM? Como nos recorda a MEM: “Cada criança e cada jovem é diferente. Cada grupo tem sua característica própria. Os diversos contextos culturais e as variadas circunstâncias criam suas próprias possibilidades e desafios à nossa Missão evangelizadora. Conscientes de tal pluralidade, desenvolvemos abordagens que consideram a disponibilidade e as necessidades particulares daqueles a quem somos enviados”. Buscando dar conta dessa realidade e como um compromisso de fé, cabe a PJM na Universidade a promoção do bem comum e a construção de uma ordem social, política e econômica justa e solidária. A educação na fé é concebida como ação transformadora da complexa realidade socioeconômica e político-cultural.
Por fim, a PJM na Universidade deve acreditar que há um divino em cada jovem, numa teologia juvenil revestida e encharcada de signos e valores. Os jovens têm um lindo itinerário na fé a ser percorrido e nós, adultos maristas das Universidades, devemos apoiar e acompanhar essa caminhada.


Agradeço ao Fabiano por ter autorizado a divulgação deste texto riquíssimo e esclarecedor. 
Aos amigos da PJM, cabe a leitura e reflexão e a prática de tudo isso que a PJM quer nos ensinar.

Um forte abraço.

@brotherjohnp

terça-feira, 5 de outubro de 2010

OS JOVENS E A PJM NA UNIVERSIDADE: REFLEXÕES, EXIGÊNCIAS E HORIZONTES - Parte I

O texto abaixo foi escrito por Fabiano Incerti, Assessor do Setor de Vida Consagrada e Laicato. Fabiano fez parte da equipe internacional que redigiu o documento da PJM em nível do Instituto Marista e esteve na Subcomissão da Pastoral Juvenil Marista das américas por 4 anos representando o Brasil.

Os últimos anos foram muito importantes para a ação evangelizadora realizada pelo Instituto Marista junto aos jovens no Brasil. Isso se deve especialmente pelo nascimento, em nível nacional, da Pastoral Juvenil Marista. Desde sua origem, em 2005, a PJM pretende ser uma pastoral adaptada ao seu tempo e sinal de compromisso na evangelização dos adolescentes e jovens. Em consonância com o projeto evangelizador da Igreja, principalmente com a opção preferencial pelos jovens proclamada pela Conferência de Medellín e revitalizada nas de Puebla e Santo Domingo, a Pastoral Juvenil Marista é uma proposta educativo-evangelizadora que, por meio da espiritualidade marista legada por São Marcelino Champagnat, busca, em parceria com os próprios jovens, dar respostas autênticas e consistentes aos anseios e necessidades mais fundamentais da juventude no novo milênio. Além disso, A PJM favorece o diálogo entre as Províncias Maristas do Brasil com as diversas instâncias representativas da Pastoral da Juventude e seus movimentos, em âmbito local, regional e nacional.
Essa ação evangelizadora se realiza de diferentes maneiras, segundo a enorme diversidade de experiências que se dão no meio da juventude. Ela torna-se atraente e acessível, quando chega ao jovem em sua situação e meio particular, nos momentos e dificuldades pelas quais passa no cotidiano. Tais processos de educação baseiam-se em uma espiritualidade encarnada e libertadora, que fundamenta suas raízes no amor de Jesus e de Maria, que está centrada no Evangelho, que integra as buscas vitais dos jovens, que ajuda a dar novo significado à identidade cristã, que assume as expressões juvenis em sua experiência e que é testemunhada e acompanhada pelos animadores, para ajudá-los a desenvolver a dimensão transcendente em conexão com sua vida.
Quando olhamos mais atentamente ao processo de desenvolvimento da PJM, passados esses anos, percebemos que um dos fatores de seu sucesso se encontra na adaptação que ela sofreu nas diferentes realidades onde foi implantada. Flexibilidade inteligente, pois, apesar das adequações necessárias aos vários públicos e ambientes, manteve um núcleo comum de identidade, como diretrizes, mística, simbologia, logomarca e metodologia. Contudo, também é verdade que a PJM esteve mais próxima das crianças e adolescentes nos espaços de educação básica, na faixa dos 11 aos 17 anos, e mais distante dos jovens da Universidade, dos 18 aos 24 anos. Essa distância, no entanto, jamais significou inércia. A PJM tem sabido entrar e permanecer na Universidade com a tranquilidade necessária para conquistar territórios, sob muitos aspectos, ainda desconhecidos.
Conhecer o perfil dos jovens que participam da PJM na Universidade é pressuposto fundamental para qualquer ação evangelizadora que pretenda ser eficaz. Enquanto categoria social, a juventude é marcada pela diversidade, não é algo homogêneo. Além de trabalharmos de modo diferenciado com as juventudes, conhecê-las é condição prévia para evangelizá-las: “ir onde os jovens estão.” Isso exige sensibilidade especial para a percepção das singularidades e das necessidades de cada um. Não devemos esquecer que a inconstância, a flexibilidade, a busca por novidade e, por vezes, a incoerência são aspectos a serem considerados diante de uma pessoa que está formando sua personalidade. A PJM deve ser um espaço para o exercício do respeito aos tempos de formação.
Com seu modo de interagir com a vida e com as estruturas, os jovens universitários desafiam a PJM. Por um lado, estão dispostos a vivenciar o processo sistemático e aprofundado de amadurecimento na fé; por outro, reivindicam um espaço de partilha de vida que os acolha a partir de seus questionamentos, de suas inquietudes e de seus sonhos. Eles estão em processo. Não se trata somente de discurso sem conteúdo ou de postura meramente intelectual, mas traduz-se num modo de vida carregado de mística. A PJM na Universidade precisa acompanhar os jovens em seus dilemas e medos mais profundos, em especial no que eles mesmos indicam como mais temerário em suas vidas: o medo da morte, o medo da violência e o medo de “sobrar”.
Poderia ser natural pensarmos que um projeto como a PJM, acontecendo nos espaços e nos tempos da Universidade, lugar por excelência do conhecimento e da busca pela verdade, deva se balizar por certa tendência “racionalizante” e “positivista” que apresenta a fé de maneira lógica, intelectual e “fria”, deixando de lado, por exemplo, aspectos simbólicos que precisam estar presentes tanto na explicação como na vivência dos diversos momentos do crescimento intelectual e espiritual. Talvez seja esse nosso maior engano. Faz falta a vivência e a vibração mística da fé e da vida. Porque, como nos recorda o documento Missão Marista na Educação Superior, “na instituição de educação superior católica, os estudantes precisam encontrar respostas para as questões fundamentais do ser humano: a verdade, o bem, a justiça e a transcendência”.
Nesse sentido, as Diretrizes da Pastoral Juvenil Marista são felizes ao afirmar que, para que o jovem seja sal da terra e luz do mundo, há de cultivar a vida de oração. O carisma marista, por meio da PJM, tem apontado à juventude universitária uma mística mais próxima de sua realidade. Precisamos intensificar com a juventude maneiras de rezar a vida. A oração e a espiritualidade devem estar em todas nossas atividades com eles. A dimensão da espiritualidade, tão própria do carisma marista, tem ajudado a juventude a criar interesse pela oração transformadora. Necessitamos, portanto, de uma PJM na Universidade que ensine o jovem a rezar integrando fé, cultura e vida, e que essa oração esteja vinculada e encarnada na realidade. Nesse contexto, o diálogo interreligioso e a promoção do ecumenismo são princípios fundamentais para uma PJM que aconteça nos ambientes plurais da Universidade.

Continua no próximo post. Aguarde!!!

@brotherjohnp

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Flores para Nossa Senhora: o Rosário!!!

Estimados jovens. O mês de outubro está ai e com ele a certeza de que nossa missão de jovens cristãos é estar sempre em busca de nossa felicidade sem esquecer a felicidade do outro. É um mês que geralmente refletimos sobre a nossa Missão. Nada mais justo do que levar em consideração essa nossa tão bela missão: amar e deixar-se amar. 

Quando refletimos sobre missão, não podemos deixar de pensar numa pessoa que teve uma linda missão na face da terra: Maria, a mãe de Jesus. A ela foi incumbida a nobre missão de trazer Jesus cristo a terra. Quando falamos de Maria no mês de outubro, nos reportemos ao rosário, pois outubro também é o mês que refletimos sobre essa tão bela oração.

 Meu primeiro texto deste mês quer trazer um desafio que vai fazer você ficar muito mais perto de nossa mãezinha do céu. Vamos aprender a cultivar o gosto pela oração do rosário. Para isso, devemos entender melhor sobre essa devoção difundida há tantos anos no meio católico. Que tal. Você topa esta parada? Estão vamos nessa.

No mês de agosto, tive a graça de estar na Guatemala por duas semanas. Na última noite da nossa permanência na Guatemala, saímos para jantar fora em um Shopping com muitos barzinhos, restaurantes, petiscaria etc. Por ser uma sexta-feira, quase todos os barzinhos estavam lotados. Quando estávamos já saindo para ir embora, percebi um fato muito curioso. Muitos jovens que ia encontrando pelo caminho tinham o terço pendurado no pescoço. Esse fenômeno já havia visto também no Brasil. Achei muito interessante, mas a dúvida ficou: por que será que eles usam o terço no pescoço? Modismo? Devoção? Ridicularização? Desafio? Afronta? Sinceramente não sei e nem perguntei, mas acredito que esse fato deve questionar muita gente. Mas então vamos ao que interessa. Se ligue no texto abaixo:

O que é o rosário? O nome significa “coroa de rosas”. É uma oração tão simples que é conhecida como a oração dos pobres, simples e humildes. É composto de orações como o Creio, o Pai-Nosso, a Ave-Maria, o Glória e a Salve-Rainha. A combinação destas orações transforma-se na maior e mais bela oração de louvor em honra a nossa querida Mãe Maria. 

O Rosário é uma forma de oração simples, mas de profundo sentido contemplativo. Escreveu o Papa, na sua Mensagem aos jovens, para o XVIII dia mundial da Juventude: “Recitar o Rosário significa aprender a contemplar Cristo, com os olhos da sua Mãe, amar Jesus com o coração da sua Mãe”.
Muitas vezes, ouço comentários a respeito da espiritualidade dos jovens. Muitos não acreditam que o jovem seja capaz de parar para rezar. Eu sempre acreditei na capacidade dos jovens. A força que o jovem trás dentro de si é capaz de fazer brotar muitas coisas boas. Acredito que na maioria das vezes o jovem não é orientado corretamente para usar essa força para o bem. Quando incutimos nos corações dos jovens essa prática devocional, alicerçada na própria Bíblia e nas palavras do Papa João Paulo II, estamos dando um passo muito grande em direção ao protagonismo juvenil. Quando encontramos um jovem, que através da oração do terço busca transformar a sua realidade, busca soluções para seus problemas e respostas para suas dúvidas através dessa oração, vemos ai um jovem agente de sua própria história, apto a auxiliar a transformar o mundo.  

A oração do rosário é muito fácil de ser rezada. Como oração devocional, o Rosário pode ser rezado a sós, em família, em grupos, em movimentos associativos, em pequenas comunidades, de forma comunitária (nas paróquias) etc. Veja o apelo do Papa João Paulo II na Mensagem papal para o dia mundial da juventude há alguns anos atrás: “Não tenhais vergonha de recitar o Rosário sozinho, ao irdes para a escola, a universidade ou o trabalho, ao longo do caminho e nos meios de transporte público. Habituai-vos a recitá-lo entre vós, nos vossos grupos, movimentos e associações”. Não exige um lugar específico. Então, você não pode usar como desculpa a falta de tempo.

E quando você deve começar a rezar esta oração? Querido jovem, se você ainda não tem essa prática, comece agora. Não espere os problemas chegarem a sua vida; não espere ter dúvidas com relação a sua fé; não espere acontecer algo. A hora é agora. Comece e você vai perceber a diferença em sua vida em pouco tempo. É através dessa oração de louvor a nossa querida Mãe Maria que vamos adquirindo forças para enfrentar, as dificuldades que encontramos em nossa vida.  Você duvida disso? Que tal fazer uma experiência? Esse será seu desafio: rezar o terço. Depois você vai me contar o resultado. Combinado?

E para finalizar e dar um ânimo para quem quiser levar adiante esse desafio, encontrei um Blog muito interessante. Tem um texto bem legal lá que diz: Sou jovem e rezo o terço. O link é o seguinte:

Querido/a leitor/a, fique na paz esse mês de outubro e se tiver passando por alguma dificuldade, peça a Mãe que ela leva esse pedido ao Pai. 
Sei que você pode pensar: mas não posso pedir direto ao Pai? Sim, você pode, mas eu valho-me de uma experiência minha quando adolescente: cada vez que queria ir ao cinema, pedia a minha mãe para que ela pedisse ao meu pai o dinheiro para eu ir ao cinema. Eu tinha medo, muitas vezes, mas confiava na minha mãe, e posso lhes garantir que o pedido dela ao meu pai, nunca falhou. É apenas uma sugestão.

Ter vergonha de rezar o terço ou dizer que reza essa magnífica oração, pode ser que você não concorda, mas é um baita tiro no pé!

Fique com Deus e se rezar o terço, por favor lembre de rezar pela minha mana Graça que está com cancer de mama. E reze por mim também.

Muito obrigado e abração.

@brotherjohnp