quinta-feira, 12 de abril de 2012

ALIENAÇÃO E JUVENTUDE

Gostaria de partilhar algumas ideias e ao mesmo tempo angústias, sobretudo por vezes me sentir impotente diante de algumas questões, sobretudo quando falamos sobre ALIENAÇÃO.

Interessante que ouvimos essa palavra, inclusive já ouvi da boca de muitos jovens, sem pensar e sem recordar da origem dessa palavra. De vez em quando escutamos nos telejornais sobre "alienação de bens" de determinadas pessoas etc. Marx também usou o termo na relação economia política com o trabalho. Assim diz o texto do Wikipédia: "Após Marx confrontar a economia política, lançando pela primeira vez o termo “alienação no trabalho” e suas conseqüências no cotidiano das pessoas, Marx expõe pela primeira vez a alienação da sociedade burguesa – fetichismo, que é o fato da pessoa idolatrar certos objetos (automóveis, jóias, etc). O importante não é mais o sentimento, a consciência, pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Sendo o dinheiro o maior fetiche desta cultura, que passa a ilusão às pessoas de possuir tudo o que desejam a respeito de bens materiais" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Aliena%C3%A7%C3%A3o).

Não lhes parecem interessante esta visão sobre a alienação, em que o indivíduo passa a idolatrar certos objetos? Geralmente quando usamos a expressão "alienado" referindo-se aos jovens, vem-nos a mente a questão do SER e ESTAR acomodado, não é verdade? Ou aquele que aceita tudo, sem se questionar...ou uma pessoa sem o famoso "senso crítico". Tudo isso leva a reflexão: que a alienação não combina com a cultura de paz. Concordo também quando se diz que a alienação escraviza. Quando li sobre a questão de idolatria de certos objetos, pensei não somente nos jovens, mas em todos quantos trocam objetos e atividades pela relação com o outro. Quando temos a necessidade de ter o melhor celular, o melhor carro, a melhor casa, o melhor caderno, a melhor caneta, a melhor roupa... ou quando preferimos ficar horas e horas na internet, nas redes sociais ao invés de procurarmos a companhia do outro, a relação amigável e transformadora com as pessoas que estão ao nosso entorno, nos transformamos em alienados. É a "transferência de domínio" como define alguns dicionários a palavra alienação. Sim, se não formos bem educados, se não abrir nossas mentes e as mentes dos jovens, com certeza com facilidade vamos transferir nossos sentimentos para os nossos objetos pessoais e não para as pessoas do nosso círculo de relacionamento. Como o próprio Marx cita, o importante não é mais o sentimento, a consciência, pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Isso é muito forte e muito duro de se ler e pior ainda, muito triste de se constatar que em nosso meio existem muitas pessoas, dentre elas jovens alienados, que pensam mais no TER do que no SER. Outrora pensávamos que isso só acontecia com os adultos, mas hoje em dia, de forma precoce, percebemos que desde a adolescência, ou quem sabe bem antes, tudo gira em torno do TER, da posse, de "alienar" os bens para mim, sem condividir com ninguém, me tornando egoísta cada vez mais, a ponto de que já vemos e percebemos pessoas que nem mesmo partilham seus sentimentos, pensamentos. O egocentrimos e individualismo está tomando conta. Não quero ser pessimista ou simplesmete tecer uma crítica aos jovens, porque essa é uma classe que eu amo e trabalho e faço de tudo para que eles se sintam bem com a vida, com Deus, com os outros, com a natureza e consigo próprio. Mas todos nós somos convidados a rever essa situação. Não seria hora de começarmos a rever nossa posição em relação aos nossos sentimentos, amigos, pais, valores etc? Acredito que nunca é tarde para começar. Vamos tentar reavaliar os valores vivenciados por nossa juventude e trazer de volta o verdadeiro sentido de ser solidário, companheiro e amigo, sem pensar no TER ou tirar vantagens, mas simplesmente SER.

domingo, 4 de março de 2012

Nunca "mais ou menos"...sempre MAIS!!!


Ontem, navegando pelo Facebok encontrei o texto abaixo, cuja autoria é atribuída a Chico Xavier:

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. 
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. 
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos... 
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... 
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. 
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.

E eu gostaria de acrescer outras coisas que, nós jovens da PJM, não podemos fazer assim “mais ou menos”. Em primeiro lugar, o jovem que se preza jamais pode viver a sua juventude mais ou menos, nem mesmo participar na PJM mais ou menos; ser monitor mais ou menos nem pensar; preparar os encontros da PJM mais ou menos, participar das formações mais ou menos, acompanhar os jovens mais ou menos ... nada disso faz parte da PJM e não podemos aceitar essa mediocridade em nosso meio. Quando entramos na PJM não nos damos conta do nosso imenso compromisso. Aos poucos vamos percebendo que participar da PJM não é simplesmente estar ali de corpo presente. É preciso mergulhar de corpo e alma. Quando participamos de um encontro da PJM mais ou menos, estamos assinando nosso atestado de acomodação. Quando participamos mais ou menos de qualquer atividade da PJM estamos prejudicando a nós mesmos, o outro e a toda família da PJM, pois estamos deixando de crescer, de colaborar e de ajudar no crescimento da nossa própria identidade e também do outro que está ao meu lado no mesmo grupo.

Por isso, convido o leitor a se perguntar: como vivo a minha vida, a PJM e o amor em minha vida? Mais ou menos ou de forma plena e eficiente? Pense bem e comece a mudar, se este for o caso.

Um abração e até a próxima semana!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sim, eu posso!!!

A vida é maravilhosa. A cada dia encontro pessoas mais maravilhosa ainda. Encontro jovens dispostos a dar uma guinada de 180 graus na vida. Já escutei muitas vezes jovens reclamando da vida: eu sou um fracasso; eu não consigo; a estima mais baixa do que o dólar nos últimos dias. E quando você analisa esse jovem, você percebe que ele tem tudo para ser a pessoa mais feliz do mundo. O que está faltando? ACREDITAR , SONHAR E AGIR.
Nas minhas andanças por ai, nos encontros com a juventude, tenho encontrado uma juventude diferente daquelas que conheci há alguns anos atrás. Vejo jovens mais dispostos e engajados nos grupos de Pastoral, porém, os vejo com maiores propensões a não acreditar em si próprio, nas forças que se escondem dentro de si e que ainda não foram descobertas.
Interessante perceber que quando o jovem quer algo para satisfazer o seu prazer, ele rapidinho consegue reunir a galera, arrecadar fundos, marcar um encontro via twitter, facebook e MSN, mas tem uma enorme dificuldade de reunir forças para uma redescoberta de si.
Dias atrás falei com um jovem que dizia não ser feliz. Pergunte-me, onde será que ele busca essa felicidade? Com certeza fora de si, nas coisas que mais lhe dão prazer; na busca do TER ao invés da busca do SER. É interessante perceber a surpresa com esses jovens recebem algumas orientações, sobretudo quando nós, adultos, apostamos na força interior e na capacidade do jovem; quando você começa a apoiar, dar força e dizer: você é capaz, sim, você pode SER muito mais do que é, você percebe o brilho no olhar do jovem voltar a reluzir; você começa a perceber um sorriso brotando dos seus lábios; existe coisa mais gratificante para alguém do que perceber de que o jovem está se redescobrindo? Que o jovem está colocando as coisas em seus devidos lugares e usufruindo de verdadeiros valores ao invés de contra-valores? Sim, eu tenho a experiência e a vivência de tudo isso e posso dizer com certeza de que sou feliz por isso; sou feliz por ver os jovens se transformando e me sinto realizado quando alguém retorna e diz: Brother, eu consegui!!!
Durante o CLIMA (Curso de Liderança Marista) tive experiências maravilhosas e posso dizer que saí desse encontro muito feliz, pois aprendi muito com os jovens. Escutei relatos que poderiam assombrar muitos adultos por ai, mas tudo foi processado, compreendido e guardado em meu coração; aprendi a ter paciência, pois nada acontece por acaso e tudo tem um tempo. Não adianta querermos apressar o amdurecimento das coisas, das pessoas, pois o desabrochar acontece no exato momento que tem que acontecer, nem que seja no último dia do encontro.
Os relatos que ouvimos de alguns jovens, nos deixam extasiados e com aquele apetite de "querer mais"! Como é reconfortante saber que a formação oferecida a esses jovens é levada a sério e que produz seus frutos.
Estava teclando com um jovem no MSN há algumas semanas atrás e o tema era sobre o CLIMA. Ele me dizia: "

Hoje  está sendo meu primeiro dia aqui fora,  sem estar no clima, que foi em Joaçaba SC.

Interessante perceber que o Guilherme Sentier, 19 anos, sendo 5 anos dedicados a PJM de Itapejara d´Oeste, fala do Clima com se a vida dele tivesse mudado de tal forma que após o CLIMA tudo começa do "zero"; parece ser uma nova vida. Seria possível um Curso de Liderança provocar tantas mudanças em um jovem? E ele continua:

"Meu!!! Quanto foi especial para mim, importante demais o CLIMA. Quando você vive passo a passo os momentos maravilhosos que a PJM nos  proporciona,   você começa a perceber que está nesse mundo   para  ajudar  o próximo, para ser  O diferente e fazer a diferença."

Você, amigo leitor, não se sente bem ao ler esse depoimento? Não é motivador saber que um jovem como você percebe a grandeza das coisas quando começa a buscar dentro de sí a felicidade? O Guilherme fez uma experiência marcante e que mudou a sua visão das coisas; muitas vezes é assim mesmo que acontece, sobretudo quando olhamos apenas para o nosso "mundinho" e esquecemos aqueles que estão ao nosso redor.
Além da formação humana, pessoal que a PJM oferece aos jovens, algo marcante também são as amizades. O Guilherme em seu depoimento também fala sobre isso:

 "Muitos jovens  que  conheci no CLIMA  hoje são meu amigos verdadeiros; são como meus irmãos. Nossa!!!  Estou muito feliz  e quero passar esta alegria para os meus colegas  do meu grupo da PJM."

Não sei se os leitores estão percebendo a felicidade do Guilherme, sobretudo pelas novas amizades que ele fez no CLIMA. É interessante perceber também, que quando conquistamos algo de bom para a nossa vida, nos tornamos tão feliz que não conseguimos segurar somente para nós essa alegria, e corremos para contar para outras pessoas. Dessa forma aconteceu com o Guilherme, que estava ansioso para repassar aos amigos de grupo tudo o que mudou em sua vida a partir do CLIMA. São essas coisas que nos deixam alegres e que nos dão motivos para prosseguir nessa caminhada com a juventude. O que mais achei interessante no depoimento do Guilherme, é a sua vontade de SER. Leia abaixo a finalização do depoimento do Guilherme:




"...  e quero  ser um  grande LIDER,  e vou ser  sim!!  Quero ser um jovem que vale  a PENA,  não apenas um jovem que dê PENA . Tem muitos jovens que não querem nada com nada e nem mesmo com a vida hoje em  dia. Só sabem aprontar;  eles dão pena  mas  quero ser  um dos  que vale a pena  e ajudar quem for preciso."

Nada melhor do que terminar esse meu post com essa disposição que o Guilherme nos mostrou no seu depoimento. Ser Líder, antes de qualquer formação, de qualquer curso, é preciso QUERER e acreditar que se consegue. Ser um jovem que vale a pena e não que dê pena; uma sabedoria escondidade nesse jovem da PJM que aqui compartilhou conosco a sua alegria de ser um Pejoteiro e a sua disposição de ajudar os outros.
O meu maior desejo é que o Guilherme leve para toda a sua vida este desejo e esta disposição. Que não perdure apenas algumas semanas enquanto durar o "fogo" do CLIMA. Que esse fogo permaneça a aquecer o seu coração e a iluminar o seu caminho e de muitos outros jovens.
Tenho a plena certeza de que muitos outros jovens teriam maravilhas para serem narradas aqui, mas fica esse exemplo aqui, de que TODOS somos capazes e assim como o Guilherme, que todos possa a cada dia repetir sem medo e com muita audácia: SIM, EU POSSO!!
Muito obrigado Guilherme pelo seu depoimento.

Um fraternal abraço a todos amigos leitores!

@brotherjohnp 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A temperatura do nosso coração!!


Estimado leitor, querido amigo!!!
Dias atrás nos deparamos com um frio de lascar. A temperatura chegou as cifras negativas em algumas cidades do Sul do Brasil. Coisa de louco!!! Mas nada disso é novidade, afinal de contas estamos no inverno.
Gostaria de refletir neste post sobre o frio. Não o frio decorrido da nossa estação atual, mas do frio do nosso coração. É isso mesmo! 
O frio é um fenômeno que de um lado trás seus benefícios para a natureza e de outro trás algumas conseqüências nada agradáveis aos seres humanos. Não são poucos os fatos que podemos citar o frio como sendo causa de mortes e outras catástrofes.
Mas onde quero chegar com este tema inicial? Quero propor para você, leitor assíduo deste blog uma reflexão sobre o AMOR e a sua capacidade de AQUECER o nosso coração e de tantas outras pessoas que nos cercam.
Você já se deu conta da frieza dos corações de tantos jovens e adultos? Você já analisou as suas atitudes em relação ao AMOR ao PRÓXIMO? 
Nossa! Quanta confusão se faz com essa palavra tão pequena, mas que carrega um significado tão grande. E aqui, em nossa reflexão, quero me referir do amor fraterno, aquele amor que devemos ter para com nossos pais, irmãos e amigos. Um amor que nos faz vislumbrar um grande ensinamento deixado por Jesus Cristo: Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei (Jo 15, 12). Se todos pudessem colocar em prática este ensinamento tão simples e ao mesmo tempo tão difícil de encarnar, poderíamos, seguramente, viver a nossa vida e os nossos relacionamentos de forma mais tranqüila e harmônica. Mas, o que nos impede de colocar em prática tão nobre ensinamento? Dentre tantas coisas eu me arrisco a apontar um impedimento: a frieza do nosso coração. Como seria bonito ver as pessoas se amando fraternalmente Os jovens amando seus pais, seus irmãos e seus amigos. Não importa a idade, mas aqui destaco o jovem como a figura “amorosa” por excelência, pois ele traz em seu ser a “explosão” maravilhosa do amor. Porém, tantas vezes usamos a palavra amor sem dar valor ao seu nobre significado. Dias atrás, navegando na internet eu encontrei uma comunidade no Orkut com o seguinte título:  “Amigos também dizem eu te amo”. Mais adiante encontrei outra: Eu amo minha família e mais outra Eu amo meus amigos. E fui percebendo como é fácil “escrever” isso no papel, porém o quão difícil é a sua prática.Essa reflexão me fez refletir sobre o AMAR. Mas afinal de contas, o que é amar? Fiz uma pesquisa no site de busca Google (www.google.com.br) e encontrei 130.000.000 incidência para o verbete “amar”. É muita coisa, não é mesmo? E com certeza não encontraríamos em nenhum desses sites o significado de amor que nos convença ou que esteja de acordo com a NOSSA definição, pois amor é um sentimento muito amplo e pessoal que se vive em nosso dia a dia através de gestos concretos em favor do nosso próximo. O amor é um sentimento que vem de dentro de nós. Não é qualquer sentimento. É um sentimento que você pode expressar com gestos e palavras. É um sentimento que o leva a dedicar a sua vida em prol de outras pessoas. O amor verdadeiro prioriza a alma, o bem estar e a felicidade. O amor é o FOGO que aquece a alma. E muitas vezes o amor é tão intenso que não se pode defini-lo com meras palavras. Por tanto querido jovem, viva o amor intensamente. Aquele amor que está na sua mente e no seu coração. Aquele amor que te impulsiona a viver sua juventude de forma intensa. Não deixe o frio do egoísmo, do ciúme, da inveja congelar o seu coração. Se o ódio, a raiva, o rancor invadir o seu coração, a única maneira de expulsar tais sentimentos é através do amor. Por isso é hora de colocar um termômetro em sua alma e medir a sua temperatura. Está fria? Congelada? O momento de aquecê-la é agora e somente o amor lhe proporcionará tal experiência. Você pode salvar muitas pessoas “frias”, basta acender o fogo do seu coração, o amor.  Que tal começar hoje?
Um mega abraço a todos!

@brotherjohnp

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O sentido da VIDA

 
 
A busca do sentido para a vida.

No mês passado estava andando por uma avenida movimentada aqui de Curitiba e me deparei com uma movimentação enorme no canteiro que separa as duas pistas da avenida. Muita gente, algumas viaturas da polícia e alguns policiais de arma em punho. Um jovem havia sido executado por inimigos do tráfico de drogas de um bairro próximo. A cena daquele jovem não me saiu mais da cabeça. No dia seguinte comprei o jornal para saber do que se tratava. O que mais me chamou a atenção foi a idade do jovem assassinado: 17 anos. Ele vendia maconha naquele bairro. Estava internado num centro de recuperação e havia saído fazia três dias. Ao retornar para a sua casa, os inimigos não o perdoaram.
Foto: http://bit.ly/k0VBza
 Fiquei alguns dias pensando sobre este fato ocorrido. Perguntei-me por diversas vezes o que faz um jovem de 17 anos se enveredar por um caminho que não tem mais volta?
 Imagino quantos jovens iguais a esse existem por este mundo. Qual o sentido da vida para eles? Se eles não vêem mais sentido para a vida, por que o perderam?
Foi pensando neste fato que resolvi escrever sobre o sentido de vida. Vamos nessa?
Temos escrito muitas vezes sobre os valores que regem nossa vida. É óbvio que cada um, dependendo de seus interesses, elegem os valores, ou contravalores, que mais lhe convém. Para mim, o maior valor de todos, sem dúvidas, é a VIDA. Para que esse valor seja vivenciado de forma plena precisamos estar atento ao seu significado, ou seja, ao sentido que damos a ela.
Sabemos que a nossa sociedade atual demonstra claramente que a pessoa para ser feliz precisa TER. Se em nossa vida não lutarmos para “ter” as coisas que a sociedade de consumo nos oferece, com facilidade podemos afirmar que a nossa vida não tem sentido se não estivermos na “onda”. Isso justifica as várias maneiras de se conseguir as coisas. Vemos as pessoas numa luta violenta em busca do ter, nem que para isso seja necessário “pisar” no outro. Todas as injustiças que acompanhamos pelos noticiários têm seu fundamento no TER mais. Quando o PODER sobre na cabeça do ser humano, tudo se torna relativo, inclusive a própria vida.
O verdadeiro sentido da vida nós encontramos na busca da felicidade, que se dá justamente quando buscamos também a felicidade do outro. O sentido da vida se centra em nosso projeto de vida, que deveria ter como base o próprio projeto de vida de Jesus Cristo: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. É nessa verdade que encontraremos o sentido de nossa vida. Ao abrirmos o nosso coração ao outro vamos aos poucos encontrando o nosso tesouro: a felicidade de viver. Quando nos tornamos egoístas e fechados em nós mesmos vamos perdendo aos poucos o real sentido da vida.
Foto: http://bit.ly/lnTdHp
Querido jovem, buscar o sentido da vida baseando-se somente no nosso TER não vai ajudar em nada em nossa realização plena. O SER é tudo diante dessa realidade. Por isso é muito importante a busca constante do SER cada vez mais. Ser mais humano, mais bondoso, mais amigo. Colocar esse objetivo em nosso projeto de vida vai dar muito mais valor à nossa busca constante de sermos felizes e tornar o nosso próximo feliz. O sentido da vida se conquista através de ações que nos torna seres humanos capazes de “dar a vida ao outro”, de “morrermos” para o nosso egoísmo, para os nossos ciúmes, para as nossas mesquinharias e mediocridade. Somente dessa forma seremos felizes e não ficaremos abandonados, nas mãos de algozes, como aconteceu como aquele jovem de 17 anos que há tempo já havia perdido o sentido da vida.
Queremos renovar, então, o nosso projeto de vida, buscando cada vez mais o sentido para a nossa vida. É um “parada” desafiadora, mas com a graça de Deus e com o nosso esforço chegaremos lá. Força e coragem, pois ELE está conosco.

Um forte abraço e conte sempre comigo
irmaojoao@hotmail.com
@brotherjohnp




A busca do sentido da vida – dinâmica de motivação e reflexão

Objetivo: descobrir através da realidade que nos cerca motivos que nos levam a descobrir o sentido da nossa vida.

Tempo: 20 a 30 minutos

Número de participantes: até 30 participantes

Material: recortes de jornais ou revistas que mostram as mais diversas realidades (negativas e positivas) no Brasil ou fora. (Ex. guerras, terremotos, gripe aviária, drogas, família unida, cientistas descobrindo remédios e curas, pessoas felizes, nascimentos, lares etc. aqui a quantidade pode variar de acordo com a disponibilidade do material);
Aparelho de som;
Músicas: uma música alegre e agitada e uma música mais reflexiva.

Ambiente: uma sala ou outro local onde os recordes de revistas ou jornais possam ser disponibilizadas, no chão ou na parede.

Desenvolvimento

O coordenador do grupo solicita aos participantes que andem pela sala, ao de uma música reflexiva, olhando os recordes espalhados pela sala. É necessário que neste primeiro momento os participantes façam isso em silêncio. Solicitar que todos os participantes reflitam sobre cada realidade observada.
Após a observação, o coordenador cessa a música e solicita que os participantes respondam para si as seguintes perguntas: analisando a sua vida e comparando com as realidades observadas, qual o sentido que você dá para a vida? Como você valoriza a sua vida? Diante das realidades negativas que você observou que conclusão se pode tirar? Diante das realidades positivas, que conclusões se pode ter? O coordenador recoloca a música. Os participantes podem permanecer caminhando e observando os recortes.
Terminada a reflexão, o coordenador solicita que em duplas ou trios, sentados, partilhem as perguntas dadas anteriormente.
Quando os grupinhos terminarem a partilha o coordenador faz uma reflexão sobre a nossa maneira de ver a realidade e como a enfrentamos (o coordenador pode usar motivações de acordo com a realidade do grupo).
Depois dessa reflexão, o coordenador deixa a palavra livre para quem quiser se manifestar sobre a dinâmica.
Terminada a partilha do grupo, o coordenador coloca a música alegre e pede aos participantes que caminhem pela sala alegres, contentes, pulando, de braços dados, abraçados, em grupinhos de dois ou três e vão recolhendo os recortes negativos e colocando no lixeiro e os recortes positivos no centro da sala. Após esse exercício, o grupo faz um grande circulo ao redor dos recortes positivos e fazem um momento de louvor a Deus pelo dom da Vida, agradecendo as coisas boas da vida e fazendo o propósito de sempre lutar contra o desânimo, contras as desmotivações e propondo se ajudarem mutuamente, sobretudo quando alguém do grupo estiver desmotivado. Esses propósitos podem ser em forma de oração. Termina-se o momento com a oração do Pai-Nosso e com o abraço da paz.